Utilidade pública – Médicos conveniados a Planos de Saúde anunciam paralisação para esta quinta-feira, 7 de abril


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
05/04/2011



5-4-2011 – SINAIT

 

Nesta quinta-feira, 7 de abril, médicos de todo o país que atendem por convênios de planos de saúde farão uma paralisação. Serão suspensas as consultas em consultórios particulares, mas os atendimentos em plantões e emergências funcionará normalmente, segundo informações divulgadas pelo site da Associação Médica Brasileira – AMB, que marcou uma entrevista coletiva para esta terça-feira, 5 de abril, a fim de dar os detalhes de como será o movimento.

A paralisação nacional acontece, segundo a AMB, depois de tentativas de negociação com as operadoras de planos de saúde que não chegaram a um consenso sobre o reajuste dos valores passados aos médicos conveniados, tanto para consultas como para outros procedimentos.

Quem tem consulta marcada para esta quinta-feira deve confirmar se o médico vai de fato fazer o atendimento para não perder a caminhada.

 

Veja notícias relacionadas com a paralisação dos médicos:

 

29-3-2011 - GEAP

PARALISAÇÃO DOS MÉDICOS - 7 DE ABRIL

 

Como divulgado pela imprensa, a Associação Médica Brasileira (AMB), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) estão organizando uma manifestação nacional no dia 07 de abril e prometem não atender os usuários de planos de saúde.

Segundo as entidades, o manifesto se deve aos baixos honorários e interferência das seguradoras na autonomia do trabalho dos profissionais que atuam neste setor.

A GEAP respeita a posição da classe médica e reconhece as dificuldades financeiras provenientes do elevado custo da medicina. Por isso, a Fundação não tem medido esforços para promover negociações e acordos que resultem em satisfação para ambas as partes, como, por exemplo, a parceria estabelecida com a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Goiana de Cardiologia.

A Fundação orienta os seus assistidos a não marcarem consultas médicas e exames para o dia 07 de abril e ressalta que a paralisação será focada apenas nos atendimentos eletivos. Os casos de urgência e emergência serão atendidos normalmente.

 

 

4-4-2011 – Correio Braziliense

Médicos vão parar de atender na quinta

Débora Álvares

 

A briga entre médicos e planos de saúde ganha mais um capítulo nesta semana. Após tentativas frustradas de negociação, a categoria decidiu paralisar os atendimentos por convênio na quinta-feira. As entidades representativas da classe garantem que as emergências funcionarão normalmente, vão parar apenas os consultórios. Como explica o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá Miranda, a intenção é chamar a atenção da sociedade e da Agência Nacional de Saúde. “Os médicos atingiram o limite da sua possibilidade de atendimento pelos honorários pagos atualmente”.

As reivindicações são por reajustes nos valores repassados, tanto de consultas, quanto de procedimentos. “As operadoras tiveram um aumento de 130% no faturamento entre 2003 e 2009. As consultas aumentaram apenas 40%. O valor repassado varia de R$ 35 a R$ 40”. Exames, cirurgias e demais procedimentos têm valores que variam, mas que também estão defasados, segundo a classe médica.

Esse pagamento deficiente leva muitos médicos a desistirem da mediação das operadoras. Também prejudicial aos pacientes é a elevada quantidade de consultas que os especialistas acabam agendando. “As pessoas comparam o atendimento pelos planos de saúde ao sistema público. Demoram-se meses para conseguir agendar uma consulta”, ressalta Miranda.

Além da defasagem nos repasses, a categoria reclama da interferência exercida nos atendimentos. O vice-presidente do CFM reclama das restrições quanto aos exames permitidos pelos convênios, além da exigência de alta antecipada a pacientes. “Os planos visam basicamente o lucro e interveem no nosso atendimento, não permitindo que tratemos o paciente eticamente.”

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) — entidade representativa das seguradoras — limitou-se a enviar uma nota sobre a paralisação. De acordo com o informativo, as “associadas buscam constantemente aperfeiçoar o seu relacionamento com os médicos, inclusive apresentando propostas concretas de reajuste nos fóruns de debates”. A nota também desqualifica a reclamação da categoria sobre o valor dos repasses. “A federação esclarece ainda que o reajuste médio do valor das consultas médicas praticado por empresas afiliadas entre 2002 e 2010 variou entre 83,33% e 116,30 %”.

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