Dificuldades do combate ao trabalho escravo contemporâneo são tema de reportagem da revista Veja


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
30/05/2018



Por Dâmares Vaz


Edição: Nilza Murari


A revista Veja publicou em maio, na edição nº 2.581, a reportagem Escravos no século XXI, uma denúncia de como a escravidão persiste no Brasil. A matéria narra o histórico e o panorama do combate ao trabalho escravo no Brasil, que tem passado por um enfraquecimento deliberado promovido pelo governo, e histórias de pessoas que foram escravizadas.


Além disso, faz um apanhado dos últimos acontecimentos que marcaram a área, como interferências na Fiscalização do Trabalho e tentativas de desfiguração do conceito legal de trabalho escravo.


A repórter Jennifer Ann Thomas destaca ainda estimativas que dão conta da existência de 160 mil brasileiros reduzidos à condição análoga à de escravo, apontando que a escravidão contemporânea, ao contrário da antiga, garante um alto retorno financeiro aos criminosos que a praticam.


“Segundo a ONU, em todo o mundo os lucros obtidos com os cerca de 30 milhões de trabalhadores escravos chegam a 150,2 bilhões de dólares ao ano. O dado chama atenção — afinal, no passado, a escravidão exigia alto investimento e tinha baixo retorno; hoje em dia, é o oposto. Com a evolução tecnológica, os custos operacionais ficaram mais baixos. Antigamente, o trabalho escravo oferecia algo entre 15% e 20% de retorno anual. Hoje, esse número fica dentro de uma margem que vai de 300% a 500%. Sob essa lógica perversa, a escravização vale a pena. Não é de estranhar, portanto, que a resistência a combatê-la seja tão grande. Mesmo que isso signifique ter no país milhares de biografias devolvidas a um passado vergonhoso”, diz o texto.


A reportagem pode ser lida aqui e aqui.


Assista aqui a depoimentos de trabalhadores resgatados.

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