Exposição do Sinait sobre trabalho escravo estará no Senado de 7 a 18 de maio


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
04/05/2018



O Sindicato organiza mais uma mostra fotográfica para reiterar à sociedade que a escravidão contemporânea e o trabalho infantil continuam presentes no Século XXI


Por Andrea Bochi


Edição: Nilza Murari


A exposição fotográfica “Sobre o peso das correntes nos teus ombros”, que retrata chagas sociais combatidas pelos Auditores-Fiscais do Trabalho – trabalho escravo e trabalho infantil – estará aberta para visitação pública no Espaço Cultural Ivandro Cunha Lima do Senado Federal, de 7 a 18 de maio.


O Sinait organizou a exposição com fotografias de autoria do Auditor-Fiscal do Trabalho e fotógrafo Sérgio Carvalho. São 37 fotos coloridas e em preto e branco, sendo que 14 retratam o trabalho infantil.


A mostra poderá ser vista de 7 de maio, a partir das 8 horas, até o dia 18 de maio.  A solenidade de abertura da exposição será realizada no dia 8 de maio, às 12h30, no Espaço Cultural, que está localizado próximo aos caixas eletrônicos do corredor de acesso ao Anexo I do Senado. A exposição seguirá o mesmo horário de funcionamento do Senado.


O Sinait volta ao tema por entender que, mais do que nunca, a sociedade precisa conhecer a realidade do trabalho escravo contemporâneo. Desde que foram criados, em 1995, os Grupos Especiais de Fiscalização Móvel resgataram mais de 52 mil trabalhadores. Até 2013, o trabalho escravo foi registrado principalmente em atividades rurais – pecuária, produção de carvão, plantação de cana-de-açúcar e outras culturas. Daí por diante, os Auditores-Fiscais do Trabalho encontraram ocorrência da exploração também nas zonas urbanas, cada vez com maior freqüência, com destaque para os setores têxtil e da construção civil.


O combate ao trabalho escravo encontra forte resistência. No Congresso Nacional, a bancada ruralista patrocina projetos que pretendem alterar o conceito de trabalho análogo ao escravo insculpido no artigo 149 do Código Penal. Tentativas de enfraquecimento da fiscalização também se dão pelas vias legislativa e administrativa. O Sinait a todas se contrapõe, mobilizando parceiros e fazendo denúncias, para preservar as competências dos Auditores-Fiscais do Trabalho e conquistar autonomia e independência.


As fotos mostram o que o Auditor-Fiscal do Trabalho encontra em seu cotidiano, nas fiscalizações realizadas no campo e nas cidades. “Em 1996, comecei a fotografar trabalhadores vítimas da escravidão moderna para dar visibilidade ao tema e de alguma forma contribuir para a conscientização e erradicação dessa chaga, que ainda perdura em todas as regiões do País. Nessas andanças, que já duram mais de 20 anos, o que mais me sensibiliza é a situação degradante do trabalhador desde o local em que dorme e descansa até a comida e água que lhes são servidas”, relata Sérgio Carvalho.

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