Protestos de servidores são mantidos mesmo com suspensão da greve geral pelas centrais sindicais


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
04/12/2017



Sinait, Fonacate e Fonasefe reforçam chamado para mobilização desta terça-feira, 5 de dezembro


Por Lourdes Marinho


Edição: Nilza Murari


Entidades de servidores públicos, entre estas o Sinait, fazem protestos contra a reforma da Previdência, por todo o país, nesta terça-feira, 5 de dezembro, mesmo com a suspensão da greve nacional pelas centrais sindicais. 


O Sinait, o Fonacate - Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado e o Fonasefe - Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais, que congregam mais de 50 entidades representativas dos Servidores Públicos Federais, mantêm a data como um dia de lutas, paralisações, atos e protestos contra a Reforma da Previdência. 


Vários sindicatos filiados ao Fonacate e Fonasefe aprovaram em assembleias a participação nas mobilizações, inclusive dando ampla divulgação nos órgãos e na imprensa. De acordo com as duas entidades os servidores seguirão construindo o enfrentamento à reforma da Previdência, à Medida Provisória - MP 805/17 e pela anulação da reforma trabalhista e da Emenda Constitucional - EC 95, que congela os investimentos do país por 20 anos.


“Não tem recuo! Esta terça-feira, 5 de dezembro é dia nacional de luta contra a reforma da Previdência e a retirada de direitos. Vamos às ruas”, reforça o presidente do Sinait, Carlos Silva.


Outro agravante que faz com que a categoria reforce o chamado para a mobilização é a liberação pelo TRF da propaganda sobre a Reforma da Previdência. A peça publicitária induz o cidadão a pensar que o déficit previdenciário é “decorrência exclusiva do regime jurídico do funcionalismo público”.


A decisão assinada no dia 1º, pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Hilton Queiroz, atendeu ao recurso da Advocacia-Geral da União.


“O Sinait, alinhado com as deliberações do Fonacate, mantém-se engajado nas atividades de mobilização/protesto desta terça-feira. Em Brasília, todas as entidades do Fórum desenvolverão trabalho na Câmara dos Deputados, com seus dirigentes que já estão aqui; assim como realizarão uma Assembleia Extraordinária para discutir cenários e estratégias de luta”, informa Carlos Silva.


A recomendação do Sinait é que suas Delegacias Sindicais se articulem com o movimento de outras categorias e das representações estaduais das Centrais Sindicais, para mais uma vez marcar posição política contra o os desmontes promovidos pelo governo. “A greve geral foi suspensa pela maioria das Centrais, mas o dia de luta será mantido pela maioria dos sindicatos e outros grupos organizados”, informa Carlos Silva.


Para as Delegacias Sindicais que não fizeram qualquer forma de articulação, a Diretoria Executiva Nacional do Sinait  sugere que promovam uma reunião nas sedes das superintendências Regionais do Trabalho ou  e/ou Gerências Regionais do Trabalho,  para que coletivamente seja mais uma vez reiterada a posição contrária da categoria aos tantos ataques que tem sofrido, como a Reforma Trabalhista, Reforma da Previdência, esfacelamento do Serviço Público, ataques à Auditoria Fiscal do Trabalho e à Política de Combate ao Trabalho Escravo, entre outros.


A DEN lembra que o dia 11 de dezembro será o “Dia Nacional de Protesto dos Auditores-Fiscais do Trabalho”, recentemente aprovado em Assembleia Geral Nacional pela categoria. “Teremos que nos organizar para fazer desse dia um grande dia de luta onde a Auditoria Fiscal do Trabalho assuma a condução do protesto”, afirma Carlos Silva.


Sindicalistas também mantêm mobilizações


CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB divulgaram nota na sexta-feira, 1º de dezembro, suspendendo a greve nacional. O motivo, conforme o texto, foi o recuo do governo quanto à disposição de votar a nova versão da PEC 287/2016 na próxima quarta-feira, 6, no plenário da Câmara.


Na quinta-feira, 30 de novembro, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, admitiu que faltam votos para aprovar a proposta, que precisa da aprovação de 308 deputados.


Segundo a nota, “a pressão do movimento sindical foi fundamental para o cancelamento da votação da reforma da Previdência”. “Por isto, é importante que nos mantenhamos mobilizados e em estado de greve. Intensificaremos, também, a luta por mudanças na Medida Provisória da reforma Trabalhista, em análise no Congresso Nacional”, diz o texto.


Ele acredita que, com a aproximação das eleições de 2018, os parlamentares estão preocupados com a repercussão negativa. “A sociedade está repudiando essa reforma. Não são só os Sindicatos, mas a população em geral”, observa.


Mesmo assim, a CSB orienta os filiados a manterem os atos, as panfletagens e até paralisações. “O governo não recuou. A verdade é que está fraco e não tem votos para aprovar essa maldade contra os trabalhadores. Por isso vamos manter. Já que o governo está com tanta dificuldade, vamos aproveitar e ir pra cima”, destaca o presidente da Central, Antonio Neto.


“Vamos continuar o movimento, panfletando e orientando a população sobre essa reforma que Temer quer implantar. O governo recuou porque não tem quórum. Não conseguiria aprovar. Estamos orientando toda a base a se mobilizar, fazer assembleias, plenárias, debates”, acrescenta o presidente da Nova Central SP, Luiz Gonçalves (Luizinho).


Para Adilson Araújo, presidente da CTB, “o objetivo agora é fazer manifestações nas agências da Previdência Social em todo o País. Faremos um grande panelaço na porta do INSS da Santa Ifigênia, às 10 horas”. O dirigente lamentou o cancelamento da greve, que tinha apoio de nove Centrais Sindicais.


Com informações da Agência Sindical.

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