Por Nilza Murari
Cumprindo o cronograma que foi apresentado à Auditoria-Fiscal do Trabalho na semana passada, o Comando da Polícia Militar do Estado de Goiás iniciou o recolhimento das pistolas PT 24/7 PRO D, da fabricante Taurus, nesta sexta-feira, 17 de novembro. Todo o processo, que será gradativo, está sendo acompanhado pelos Auditores-Fiscais do Trabalho que determinaram a interdição das armas em razão de serem inseguras e apresentarem defeitos que têm causado acidentes e incidentes graves.
O Termo de Interdição, inicialmente, se referia apenas às armas utilizadas pelos policiais militares. A Secretaria de Segurança Pública de Goiás decidiu estender os efeitos do documento também à Polícia Civil, que utiliza o mesmo modelo de pistola. Ao todo, serão 2.500 pistolas da PM e 704 da Polícia Civil.
Segundo informações da Auditora-Fiscal do Trabalho Jacqueline Carrijo, coordenadora da ação fiscal, esta é a primeira etapa do recolhimento das armas, que requer uma logística complexa. “O recolhimento das pistolas implica na substituição das armas, para que a polícia e a população não fiquem sem segurança. Há todo um procedimento administrativo que deve ser respeitado e tudo está sendo cumprido conforme foi programado”, afirma ela.
Para Jacqueline, o que está sendo feito em Goiânia pode ser feito em todo o país, pois em muitos Estados as polícias usam o mesmo armamento e há registro de acidentes semelhantes aos ocorridos em Goiás.
Veja aqui como está sendo feito o recolhimento das armas.