Por Andrea Bochi
Após operação de Auditores-Fiscais do Trabalho, que interditou as atividades do lixão de Boa Vista (RR), catadores foram cadastrados em programas sociais e adolescentes poderão se tornar menores aprendizes.
A matéria publicada no site do Sinait, no último dia 12 de outubro, relatou operação de fiscalização no lixão em Boa Vista (RR), que encontrou crianças e adolescentes vivendo em condições insalubres em meio ao lixo e disputando comida com os urubus.
Na ocasião, os Auditores-Fiscais do Trabalho interditaram o aterro sanitário, devido à presença de crianças, adolescentes e catadores atuando de forma irregular. O local ficou fechado por um dia. Na quinta-feira, 12, o juiz federal liberou o funcionamento com a condição de que no prazo de 15 dias a empresa tomasse medidas para proibir o acesso e permanência de crianças, adolescentes e catadores na área.
Neste final de semana, o juiz esteve nas dependências do aterro para verificar se a empresa Sanepav, que administra o lugar, está cumprindo as medidas impostas na liminar que suspendeu a interdição do aterro sanitário de Boa Vista. De acordo com o juiz federal do trabalho, Raimundo Paulino Filho, a decisão está sendo cumprida. “Observamos que já não há mais catadores no ambiente, principalmente, não há mais crianças e adolescentes. Isso é o mais importante”, avaliou o juiz.
Na última sexta-feira, 13 de outubro, uma ação conjunta da Secretaria Municipal de Gestão Social e a Guarda Civil Municipal, cadastrou cerca de 20 pessoas em programas sociais, inclusive, Minha Casa Minha Vida.
De acordo com a empresa que administra o lugar, já está sendo contratada empresa de vigilância para impedir a entrada de pessoas não autorizadas no local. Segundo o gerente, outras medidas sociais também devem ser adotadas para evitar o retorno dos catadores ao aterro, como a contratação dos adultos para trabalhar na limpeza urbana da cidade e dos adolescentes como menor aprendiz, conforme a capacidade de vagas da empresa.
Com informações da Folha Web