Na manhã do terceiro dia de julgamento dos três acusados pela execução dos servidores do Ministério do Trabalho - três Auditores-Fiscais e um motorista –, a acusação fez a leitura de atas do processo e apresentou vídeos com depoimentos, além de trechos da interceptação de conversas telefônicas entre os réus, que provam seu envolvimento na Chacina de Unaí.
À tarde, foi a vez dos advogados de defesa apresentarem suas provas. Novamente, vídeos com depoimentos e demais peças foram apresentados aos jurados, além de um e-mail de Sérgio Moutinho, advogado de Rogério Alan Rocha Rios, acusando o sistema judiciário brasileiro de protelar o julgamento, causando prejuízos para os réus pobres, enquanto os ricos, mandantes do crime, são beneficiados com esse atraso.
A diretoria do Sinait e vários Auditores-Fiscais acompanham o julgamento, além de parentes das vítimas.
Pela manhã, a viúva de Eratóstenes de Almeida Gonsalves, Marinês Lina, se emocionou ao ouvir as conversas telefônicas dos pistoleiros, que mostravam a arquitetura do crime. “Sempre foi muito difícil, mas assistir, ver como tudo foi planejado, como foi pago, a gente não dá conta. É muita frieza, pessoas vendendo a vida humana, como se fosse mercadoria”, disse.
Depoimentos dos réus
Os depoimentos dos réus começaram por volta das 18 horas. O réu Erinaldo de Vasconcelos Silva é o primeiro a depor e, ainda na noite de hoje William Gomes de Miranda vai depor.
Rogério Alan Rios falará nesta sexta-feira, 30 de agosto.