GO: Auditores-Fiscais do Trabalho interditam depósito externo de lixo do Hospital Materno Infantil


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
27/08/2013



Os Auditores-Fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Goiás - SRTE/GO interditaram o depósito externo de lixo hospitalar do Hospital Materno Infantil – HMI, na manhã desta terça-feira, 27 de agosto.


A operação contou com a parceria da Procuradoria do Trabalho em Goiás, Procuradoria da República e Gerência de Resíduos da Secretaria de Saúde do Governo do Estado de Goiás.


A falta de procedimentos técnicos na manipulação dos resíduos de materiais biológicos contaminados, objetos perfurocortantes, substâncias tóxicas, inflamáveis e radiotivas ofereciam riscos à saúde e à integridade física dos trabalhadores e ao meio ambiente.


A Fiscalização no HMI faz parte de uma nova metodologia adotada pela SRTE/GO que permitiu detectar, com mais rigor, situações de grave e iminente risco no local de trabalho, que possam causar acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho.      


De janeiro a julho deste ano 1.376 itens de segurança foram fiscalizados dentro dos estabelecimentos de saúde. Nas operações, foram verificadas as situações de exposição ocupacional a agentes biológicos, químicos e à radiação ionizante, os vestuários e vestiários, refeitórios, resíduos, capacitação contínua e permanente na área específica de atuação, obrigatoriedade da vacinação do profissional, entre outros itens também importantes.


No mês de agosto, foram notificados 112 hospitais do interior do Estado que  passam por intensa Fiscalização, principalmente quanto ao cumprimento da Norma Regulamentadora – NR 32, que estabelece medidas de proteção aos profissionais da área de saúde.


Os Auditores-Fiscais constataram que, apesar de os estabelecimentos de saúde terem Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), Serviço Especializado em Engenharia e Segurança do Trabalho - SESMT e Comissão de Controle e Infecção Hospitalar CCIH, os profissionais de saúde não realizam,  na prática, os procedimentos de segurança. “As regras de segurança e saúde colocadas no papel e afixadas nas paredes não significam nada, quando o trabalhador não foi capacitado para executá-las”, declarou a coordenadora da operação fiscal, Jacqueline Carrijo. 


Dos ambientes hospitalares fiscalizados em Goiás ao longo deste ano, mais de 90% apresentaram irregularidades em relação à segurança e saúde. Foram interditados três hospitais e mais de 100 autos de infração lavrados.


Segundo o Anuário Estatístico do Ministério da Previdência Social, de 2008 a 2011, as atividades econômicas que envolvem profissionais da saúde apresentaram um aumento de 20,27% no número de acidentes de trabalho.


Em Goiás, a unidade de saúde pública ou privada, que não cumprir as Normas de Segurança e Saúde, além de ser autuada, multada e interditada, ainda poderá responder civil e penalmente, pois os relatórios das fiscalizações estão sendo encaminhados para a Procuradoria da República e Procuradoria do Trabalho em Goiás.


Em nota, a assessoria de imprensa do HMI informou que o hospital tomará providências para regularizar a situação.

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