Na retomada dos trabalhos do Tribunal do Júri, às 12h30 desta terça-feira, 27 de agosto, na Justiça Federal em Belo Horizonte (MG), foi ouvida a testemunha Antônio Celso dos Santos, Delegado da Polícia Federal, recém-aposentado, que conduziu as investigações à época do crime, em 2004.
Nesta sessão estão sendo julgados três réus da Chacina de Unaí, acusados de serem os executores dos Auditores-Fiscais do Trabalho Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e o motorista do Ministério do Trabalho e Emprego Ailton Pereira de Oliveira.
Erinaldo de Vasconcelos Silva, Rogério Alan Rocha Rios e William Gomes de Miranda estão sendo processados por homicídio qualificado, formação de quadrilha e receptação.
O ex-delegado Antônio Celso foi interrogado, em primeiro lugar, pela juíza Raquel de Vasconcelos Alves de Melo, substituta da 9ª Vara Federal em Belo Horizonte, que preside o julgamento. Em seguida, foi inquirido pelos procuradores do Ministério Público Federal – MPF, Valdimir Aras e Miriam do Rosário Lima.
Depois, foi a vez dos advogados dos réus. Sérgio Moutinho, que defende o réu Rogério Alan Rocha Rios, fez o interrogatório mais extenso. Ele não apresentou elementos convincentes para defender o réu, que confessou o crime em depoimentos à Polícia Federal. O advogado procurou desqualificar a investigação e introduzir fatos novos. Foi sistematicamente advertido pela juíza no sentido de elaborar perguntas objetivas e diretas, pois frequentemente fazia considerações extensas e, segundo a juíza, não pertinentes à defesa de seu cliente.
Ao final da oitiva do Delegado Antônio Celso, foi constatado que ele não está arrolado como testemunha para o julgamento do dia 17 de setembro, quando serão julgados outros quatro réus. Por essa razão, a juíza Raquel Vasconcelos abriu a possibilidade de que os advogados dos demais acusados, presentes à sessão, fizessem perguntas a ele. O advogado Lúcio Adolfo da Silva, que defende Hugo Alves Pimenta, exerceu seu direito e fez algumas perguntas relativas à situação de seu cliente, basicamente referentes a documentação da empresa de propriedade de seu cliente, onde teria sido encontrado um recibo que foi juntado aos autos do processo.
Este depoimento durou toda a tarde e terminou por volta das 18 horas.
Diretores do Sinait continuam no auditório onde acontece o Tribunal do Júri, acompanhando os trabalhos. Estão presentes a presidente Rosângela Rassy e os diretores Ana Palmira Arruda Camargo, Rosa Maria Campos Jorge, Benvindo Coutinho e Orlando Vila Nova.