A II Caminhada e o Ato Show realizados nesta terça-feira, 25 de junho, em Parintins (AM), reuniu crianças das agremiações rivais “Caprichoso” e “Garantido” na luta contra o trabalho infantil. O Festival Folclórico do Boi Bumbá acontece na cidade no próximo final de semana e a fiscalização será reforçada, segundo informou ao Sinait o Auditor-Fiscal do Trabalho Alberto de Souza. A atividade marcou o encerramento da Caravana do Norte contra o Trabalho Infantil no Estado do Amazonas.
As fiscalizações, que contarão com a participação de procuradores do Trabalho, começam a partir desta quarta-feira, assim como também as ações voltadas para o transporte aquaviário, principal meio de acesso ao município, que espera receber mais de 100 mil visitantes. Serão observados, principalmente, os itens de segurança das embarcações.
O Ato Show do dia 25 foi um reforço para lembrar às agremiações, aos comerciantes e pais que trabalham durante a festa, que o trabalho infantil é proibido por lei e que não será tolerado. Segundo os representantes dos bois Caprichoso e Garantido, não há mais crianças trabalhando nos galpões de confecção dos adereços do desfile e há projetos sociais para engajar crianças e adolescentes.
A prefeitura, segundo Alberto de Souza, monta creches 24 horas para que os pais que trabalham durante o evento deixem suas crianças em segurança.
Veja notícias sobre o evento:
25-6-2013 – Portal d24am
Neste ano, a caminhada terminou em um show na Praça Digital com a participação das crianças dos centros culturais do Garantido e Caprichoso.
Parintins - Mais de 2.900 crianças trabalham informalmente na Ilha Tupinambarana, segundo dados do censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas vésperas do Festival Folclórico, o índice de exploração aumenta devido à busca pelo aumento da renda familiar e as crianças são usadas para panfletagem, venda ambulante, trabalho doméstico e prostituição infantil.
Para combater esta mazela social na ilha, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realiza a Caminhada dos Bois, que na manhã desta terça-feira chegou em sua 2ª edição, na Praça Digital. "É muito importante a participação dos bois neste evento. Não dá para falar de Parintins sem lembrar os bumbás e quando eles entram nessa luta conosco o movimento ganha ainda mais força", disse o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego do Amazonas (SRTE-AM), Dermílson Chagas.
Neste ano, a caminhada terminou em um show na Praça Digital com a participação das crianças dos centros culturais do Garantido e Caprichoso. Juntas, elas dançaram a música "Ciclo da Vida", criada pelo juíz da 1ª Vara em Parintins, Áldrin Henrique de Casto Rodrigues e pelo músico Chico da Silva. "A música argumenta que tudo tem a sua hora, como pra brincar, namorar e trabalhar", explicou o juíz Áldrin, que também faz parte do juizado especial Civil e Criminal. "O problema é invisivel para a sociedade. Muitas crianças não tem consciências de que são exploradas e muitas famílias usam esses serviços sem saber que estão as prejudicando", disse o juíz.
O Ministério do Trabalho e Emprego junto com o Judiciário de Parintins vão fiscalizar intensamente os locais onde a incidência de trabalho infantil é maior, como nos portos, feiras de mercados, hotéis, motéis e embarcações. "Os bois bumbás que também forem flagrados com crianças e adolescentes trabalhando nos galpões ou currais vão receber multa de R$ 500 por criança", afirmou Áldrin.
O diretor secretário da Associação Folclórica do Boi Garantido, Leopoldo Mendonça de Souza, declarou que há 10 anos a agremiação eliminou o trabalho infantil nos galpões. Com o Centro Cultural de Universidade do Folclore Paulinho Faria, o bumbá vermelho educa os pequenos em diversas oficinas. "Trabalhamos com pintura, teclado, violão, não temos limite de idade para crianças. Apoiamos a iniciativa do MTE e temos vários exemplos de crianças que se tornaram instrutores do Centro", informou Leopoldo.
Na Escola de Artes Miguel Pascali, o boi azul também exerce seu lado social. A diretora da escola, Isabel Porto, alegou que há 16 anos o Caprichoso educa crianças de 7 a 21 anos, em 30 oficinas que oferecem quatro turnos. "Atualmente, temos 700 crianças conosco. Participamos de todas as campanhas e acompanhamos nosso jovens", disse Isabel.
Um termo também será assinado pelo prefeito do município, Alexandre da Carbrás, onde se compromete a erradicar o trabalho infantil na ilha com políticas públicas. O termo já foi assinado pelas prefeituras de Iranduda, Itacoatiara, Rio Preto da Eva e Manaus.
25-6-2013 – Portal d24am
Hoje são 20.686 crianças e adolescentes trabalhando informalmente em todo o Estado.
Manaus - Para efeito de conscientização do combate ao trabalho de crianças e adolescentes, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego promove parceria com o Tribunal Justiça do Amazonas, e os bois Caprichoso e Garantido, a II Caminhada dos Bois, encerrando a programação da Caravana Norte de Combate ao Trabalho Infantil na terça-feira (25) no município de Parintins.
A mobilização firmou carta de compromisso para implementação e fortalecimento das ações na erradicação do trabalho infanto-juvenil, definindo estratégias de garantia dos respectivos direitos. A “Caravana Norte de Combate ao Trabalho Infantil" etapa Amazonas, percorreu nos municípios de Novo Airão, Manacapuru, Iranduba, Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo e o encerramento no Festival Folclórico de Parintins.
De acordo com o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas, Dermilson Chagas, “a participação e a integração de toda a sociedade é que faz a diferença no combate, uma vez que todos poderão ser fiscais da lei e ajudar a acabar com o ciclo de pobreza incentivando programas como o Jovem Aprendiz, por exemplo,”, disse.
No ano passado o slogan utilizado pelos bois Garantido e Caprichoso no Festival Folclórico de Parintins foi 'Unidos contra o Trabalho Infantil'. Nas fiscalizações, de acordo com a auditora fiscal do Trabalho, Karina Andrade, foram encontradas inúmeras irregularidades. "Os menores estavam sem registro em carteira, sem equipamento de proteção e estavam expostos a vários materiais insalubres, como solventes e tintas", frisou.
A articulação promovida pela SRTE/AM ocorreu pela necessidade de fortalecer a rede de proteção no interior do estado. “Esses órgãos, empresas e instituições já realizavam esse trabalho individualmente, o que nós fizemos foi unir forças para a elaboração do plano municipal de combate e erradicação do trabalho infantil municipal", explicou Karina.
Segundo o estudo da Organização Não Governamental (ONG), Repórter Brasil, houve um aumento de 33,42% das vítimas de exploração infanto-juvenil no Amazonas. Hoje são 20.686 crianças e adolescentes trabalhando informalmente em todo o Estado.