Fiscalização do Trabalho interdita áreas de um shopping na Paraíba

Auditores-Fiscais do Trabalho da Paraíba interditaram áreas em um shopping de João Pessoa, devido à falta de segurança para os trabalhadores e para a população que visita o local.


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
17/06/2013



Os Auditores-Fiscais do Trabalho constataram a falta de segurança para os empregados e população


Auditores-Fiscais do Trabalho da Paraíba interditaram áreas em um shopping de João Pessoa, devido à falta de segurança para os trabalhadores e para a população que visita o local. Foram interditadas uma área de acesso de empregados, a reforma de uma loja onde funcionará um banco e parte do subsolo onde funciona um estacionamento.


O relatório completo da inspeção ainda não foi concluído e uma nova visita foi feita ao local, nesta segunda-feira, 17, para inspecionar as novas  irregularidades apontadas no relatório.


A partir do surgimento dessas irregularidades apontadas pelo relatório, novas áreas do shopping foram interditadas, a exemplo da obra de expansão, que segundo o Auditor-Fiscal, José Ribamar Gomes, ocorre todos os anos sem seguir as normas de segurança.


A utilização de gruas fabricadas “clandestinamente” sem seguir normas técnicas e de segurança é o maior problema na obra, segundo os Auditores-Fiscais. A Fiscalização do Trabalho informou que a obra de expansão consiste na construção de um terceiro piso e a utilização das gruas irregulares pode causar um acidente de grandes proporções. “A queda de materiais poderá perfurar as lajes e cair sobre as pessoas dos andares inferiores”, declarou José Ribamar.


Na instalação elétrica, os fios soltos e expostos próximos a vazamentos e as  “gambiarras” representavam iminente risco de incêndio. Os Auditores-Fiscais foram informados de que já havia ocorrido, anteriormente, um princípio de incêndio no local. Áreas de uso exclusivo dos empregados estavam alagadas e com infiltrações.


Construído há 23 anos, o prédio possui depósitos, que são espaços confinados sem a circulação de ar, e que passaram a ser utilizados, sem a adequação necessária, para outros fins, com o uso de máquinas que exigem ventilação e saídas de emergência.


O chefe do Núcleo de Segurança e Saúde do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, Clóvis da Silveira Costa, um dos Auditores-Fiscais do Trabalho que participaram da inspeção, explicou que novas visitas serão necessárias, para verificar se a interdição está sendo cumprida e as áreas continuam isoladas.


As interdições serão suspensas somente pela Fiscalização do Trabalho, após a verificação de que as correções foram promovidas e não há mais riscos para a integridade dos trabalhadores.


Além da Fiscalização do Trabalho, participaram da operação o Ministério Público do Trabalho - MPT, Corpo de Bombeiros e Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea).


 

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