Auditores-Fiscais da Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Divinópolis – GRTE/Divinópolis, Minas Gerais, investigam nesta segunda-feira, 17 de junho, acidente que matou dois operários por soterramento, numa fazenda na comunidade rural de Areias, em Leandro Ferreira, no Centro-Oeste de Minas.
Os operários morreram soterrados enquanto perfuravam o solo, na parte de cima de um barranco de quase sete metros de altura, que cedeu durante calçamento de manilhas, que seriam usadas para canalizar a água da plantação.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, os operários não usavam equipamentos de proteção individual – EPIs e não havia nenhuma proteção para conter o barranco.
O acidente por soterramento, que vitimou os dois trabalhadores, é mais um dos que acontecem diariamente pelo país. Os Auditores-Fiscais do Trabalho atuam diariamente em empresas, obras e diversos segmentos econômicos com o objetivo de reduzir os riscos de acidentes de trabalho e das doenças ocupacionais. Atualmente, são apenas 2.847 profissionais, com perspectivas de diminuir, em função de iminentes aposentadorias.
Agora, são 793 cargos vagos, e o próximo concurso, lamentavelmente, é para apenas 100 vagas, apesar de todos os esforços do Sinait para que o número fosse ampliado. O Sindicato luta para que seja instituída uma política de realização de concursos públicos periódicos para que o quadro seja recomposto e ampliado e menos empregados sofram com o número reduzido de Auditores-Fiscais para garantir direitos, segurança e dignidade ao trabalhador.
Para obter mais detalhes do acidente, leia a matéria abaixo.
13/6/2013 – TV Alterosa
Trabalhadores morrem soterrados por barranco no Centro-Oeste de Minas
Simone Lima
Os corpos dos dois operários que foram soterrados no final da tarde desta quarta-feira, 12, em Leandro Ferreira, no Centro-Oeste de Minas, foram encontrados pelo Corpo de Bombeiros de Nova Serrana no final da noite. Foi necessário uma retroescavadeira para localizar as vítimas.
Segundo o Corpo de Bombeiros, José Hélio Ferreira, de 49 anos e José Osvaldo Mota, de 39, trabalhavam em uma fazenda na comunidade rural de Areias. Junto a outros quatro trabalhadores, as vítimas estavam calçando as manilhas que seriam usadas para canalizar a água da plantação.
Enquanto eles perfuravam o solo, a parte de cima de um barranco, de aproximadamente 7 metros de altura, cedeu. Os trabalhadores não usavam equipamentos de segurança e não havia nenhuma proteção para conter o barranco. Ainda assim, para o sargento Leite, do Corpo de Bombeiros, a morte dos operários é considerada acidental. “O solo do barranco está seco. Aparentemente, não havia perigo de desabamento”, diz.
Dos seis trabalhadores que estavam no local, José Hélio e José Osvaldo foram os únicos atingidos pelo barranco. Eles morreram na hora. Os corpos foram encaminhados para o IML de Bom Despacho.