Trabalho Infantil – Caravana do Norte completa um mês de estrada


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
07/06/2013



Nesta quinta-feira, 6 de junho, a Caravana do Norte contra o Trabalho Infantil completou um mês de estrada. No momento, ela está em Macapá (AP), terceira capital da Região Norte a recebê-la, e nesta sexta-feira, 7 de junho, irá se encontrar com o prefeito de Macapá, Clécio Luís, e autoridades locais para discutir o maior envolvimento das instituições e órgãos governamentais no enfrentamento ao trabalho infantil. 


A Caravana começou no dia 6 de maio, em Boa Vista (RR), passou por Porto Velho (RO), nos dias 22 e 23 de maio. Agora está em Macapá (AP), nos dias 6 e 7 de junho, e depois segue para o Amazonas, nos dias 10 e 12 de junho; Tocantins, no dia 14 de junho; no Acre, dia 18 de junho e se encerrará no Pará, dia 26 de junho. 


A organização geral é do Fórum Nacional pela Erradicação do Trabalho Infantil – FNPETI, o qual o Sinait integra, e os eventos locais têm a cooperação dos Auditores-Fiscais do Trabalho, que estão envolvidos com os projetos contra o trabalho infantil e participam das atividades nos Estados. 


Números do Amapá


O Estado do Amapá registrou um aumento do trabalho infantil entre 2000 e 2010, segundo estudo encomendado pelo FNPETI com base nos dados estatísticos do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Neste período, o crescimento do quantitativo de crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos em situação de trabalho foi de mais de 25%, o que significa 9,9% do total das crianças e adolescentes nessa faixa etária. Assim como nos demais Estados da Região, a incidência de trabalho nesse grupo etário é mais comum nas áreas rurais – 21%, contra 8,4% nas zonas urbanas – e entre os meninos – 11,7%, contra 8,1% entre as meninas. 


Entre os cinco municípios do Estado com maior número de casos de trabalho infantil, a capital Macapá representa a metade do contingente estadual com 6.203 casos. Se somado a Santana – ambos os municípios compõem a Região Metropolitana de Macapá, o número de casos chega perto de oito mil, o que significa 63,4% das crianças e adolescentes ocupados no Estado.  


Com informações do FNPETI

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