O Sinait divulga o artigo “Trabalho infantil não precisa ser hereditário”, dos jornalistas Fernanda Sucupira e Leonardo Sakamoto, que aponta a falta de articulação de políticas públicas como o principal entrave político para combater o trabalho infantil no Brasil.
O texto faz referência ao relatório “Brasil Livre de Trabalho Infantil: o debate sobre as estratégias para eliminar a exploração de crianças e adolescentes”, lançado pela ONG Repórter Brasil no dia 8 de maio, em Brasília. O documento detalha a exploração de crianças e adolescentes no país e faz recomendações para erradicação da prática.
O relatório aborda também dificuldades a serem enfrentadas na erradicação do trabalho infantil tanto no campo político quanto no campo cultural. Auditores-Fiscais do Trabalho foram entrevistados como fonte para a publicação, incluindo Rosângela Rassy, presidente do Sinait (clique aqui para ler o relatório).
No entanto, a pesquisadora acredita que o entrave cultural para erradicação do trabalho infantil possa ser o mais difícil de enfrentar. Este se refere à aceitação cultural por parte da sociedade que, em muitos casos, defende que o trabalho afasta os jovens da marginalidade. De acordo com Fernanda, essa argumentação não considera os prejuízos que o trabalho infantil pode trazer ao desenvolvimento da criança ou adolescente.
Para os jornalistas, entrar muito cedo e de forma precária no mercado de trabalho pode atrapalhar o desenvolvimento da criança e do adolescente. “Há movimentações no Congresso Nacional para diminuir a idade mínima legal para se trabalhar no país como alternativa à “criminalidade”. Ao invés disso, deveríamos estar lutando por uma educação que prepare crianças e adolescentes para serem protagonistas de suas próprias histórias e não peças de reposição”.
Clique aqui para ler a íntegra do artigo.