1º de Maio – Dia do trabalhador. Dia do Trabalho. Dia de trabalho digno. Dia de trabalho decente

Neste dia 1º de Maio, a diretoria do Sinait expressa o desejo de que o Brasil invista em políticas que tornem o trabalho mais seguro


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
30/04/2013



Neste dia 1º de Maio, a diretoria do Sinait expressa o desejo de que o Brasil invista em políticas que tornem o trabalho mais seguro, com menos adoecimentos e que seja decente, para todos os trabalhadores brasileiros.


Isso inclui os Auditores-Fiscais do Trabalho, de forma particular, e os servidores públicos, de forma geral, que, sendo cada vez menos, estão sobrecarregados, desempenhando tarefas de muitos e, em conseqüência, também estão adoecendo, se afastando do trabalho, tendo menos horas de lazer e menos convívio com a família, pouca energia para estudos ou outras atividades que tragam satisfação pessoal e profissional.


Acidentes e doenças do trabalho, trabalho escravo e infantil, degradância, excesso de jornada, desrespeito aos direitos básicos - como o recebimento do salário em dia -, são situações que não deveriam mais existir. Não combina com os tempos modernos, repletos de tecnologia e soluções que podem melhorar a vida das pessoas.


Cabe a cada um o papel de denunciar, não calar diante das pequenas explorações e humilhações cotidianas, que podem caracterizar, ao fim de algum tempo, o assédio moral, por exemplo. Trabalho, todos queremos, mas acompanhado de dignidade e contrapartidas justas.


Auditores-Fiscais do Trabalho, dentro de sua competência, atuam para que o trabalhador e o mundo do trabalho sejam dignos, para que haja respeito e decência. Para que o ambiente de trabalho não oprima, não adoeça e nem mate os trabalhadores. Para que o trabalhador leve o pão para casa, com o corpo inteiro.


Dia do Trabalhador, Dia do Trabalho, dia de trabalho digno, dia de trabalho decente. É essa a ideia.


Leia, abaixo, matéria da Agência Câmara que lembra os 70 anos da CLT e os principais temas do mundo do trabalho em debate no Congresso Nacional.


30-4-2013 – Agência Câmara


No 1º de maio, deputados pedem fim do fator previdenciário e redução da jornada


Parlamentares querem a aprovação de novos direitos para o trabalhador e a manutenção das conquistas garantidas há 70 anos com a CLT.


O 1º de Maio deste ano – Dia Internacional do Trabalhador – marcará no Brasil também os 70 anos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5.452/43), que reuniu em 1943 boa parte dos direitos assegurados até hoje ao trabalhador brasileiro, como o salário mínimo, o recebimento de hora extra e de diferencial por trabalho noturno, além de férias remuneradas. Sessão solene no Plenário da Câmara, hoje, às 14h30, vai celebrar a data.


Parlamentares ligados à causa trabalhista reconhecem que há muito o que comemorar, mas também ainda há muito por fazer. De maneira quase unânime, a redução da carga de trabalho semanal de 44 para 40 horas – Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95 – e o fim do fator previdenciário – Projeto de Lei 3299/08 – são apontados por eles como prioridades entre as cerca de 70 propostas que tramitam atualmente na Câmara propondo alterações na CLT para garantir novos direitos aos trabalhadores.


A PEC 231/95, aprovada por uma comissão especial em junho de 2009, ainda aguarda acordo para votação pelo Plenário. Já o PL 3299/08 será analisada por uma comissão especial formada para realizar um estudo e apresentar propostas em relação ao fator previdenciário, de acordo com decisão tomada pelo Colégio de Líderes na última terça-feira (23) – a instalação do colegiado ainda depende da indicação de seus integrantes pelos partidos. (Confira a lista de indicações)


O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que preside a Força Sindical, celebra os avanços proporcionados pela CLT. “Nós estamos comemorando 70 anos de CLT e todos os movimentos que a Força Sindical está organizando são em defesa dessa lei, porque o mais importante é manter os direitos já conquistados”, avalia.


Recordando conquistas mais recentes, que vieram com a promulgação da Constituição de 1988, como o recebimento de 1/3 proporcional de férias e a licença-maternidade, Paulo Pereira também aponta o que ainda falta fazer. “A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais é um projeto que tramita aqui na Casa há 18 anos. Falta ainda acabar com o fator previdenciário e fazer uma politica salarial para os aposentados que ganham mais do que um salário mínimo”, destaca.


Relator da PEC sobre a jornada de trabalho, o deputado Vicentinho (PT-SP) espera que a proposta seja finalmente votada pelo Plenário. Como um dos fundadores da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em 1983, ele entende que, mais do que comemorar o Dia do Trabalhador, o importante neste dia é refletir. “Pessoas morreram pela causa dos trabalhadores. Por isso, esse dia precisa ser de reflexão e de fortalecimento da caminhada daquele que gera e movimenta as riquezas do País.”


Trabalho escravo Entre as conquistas dos últimos anos, Vicentinho ressalta a PEC 438/01, que endurece as penas aplicadas a quem utilizar trabalho escravo – a proposta foi aprovada em maio de 2012 pela Câmara e está sendo analisada pelo Senado. “No ano passado, nós avançamos nessa questão do trabalho escravo, colocando na cadeia quem usar esse tipo de recurso e, inclusive, autorizando a desapropriação de terras para fins de reforma agrária onde se constatar o emprego de práticas associadas à escravidão”, lembra o deputado. Ele cita ainda a aprovação do PL 1033/03, que assegura o pagamento de adicional de periculosidade aos vigilantes e foi transformado na Lei 12.740/12.


Presidente da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, o deputado Roberto Santiago (PSD-SP) entende que ainda é preciso assegurar melhores condições de trabalho ao brasileiro, além de melhorar a distribuição do conjunto de riquezas produzidas no País. “Essa Casa costuma discutir muito a questão do salário mínimo, mas, na verdade, nós precisamos melhores as condições de trabalho para esses profissionais”, afirma.


Também favorável ao fim do fator previdenciário, Santiago considera que essa deve ser uma pauta prioritária para 2013. “Não é possível você trabalhar ao longo de sua vida e, quando vai buscar tranquilidade, descanso, ter uma redução salarial que não permite que se aposente. Ou então, obriga o trabalhador a aderir a uma prática frequente ultimamente, que é pedir a aposentadoria e continuar trabalhando”, destaca.


Segundo a CUT, as comemorações do 1º de Maio devem abrigar também protestos contra o Projeto de Lei 4330/04, do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que regulamenta as terceirizações de mão de obra nos setores público e privado. “Não queremos esse projeto ameaçador, porque legaliza a precarização”, ressalta Vicentinho.


Trabalho doméstico A deputada Benedita da Silva (PT-SP), que já trabalhou como doméstica, afirma que o Dia do Trabalhador deste ano servirá para celebrar a aprovação da PEC 478/10, transformada na Emenda Constitucional 72, que amplia os direitos trabalhistas de domésticas, babás, cozinheiras e outros trabalhadores em residências. Entre os 16 direitos previstos, estão a jornada de trabalho de 44 horas semanais, pagamento de horas extras e proibição de trabalho de menores de 16 anos.


Diversos dispositivos dessa lei, porém, ainda precisam ser regulamentados. A comissão mista que analisa a regulamentação de 118 dispositivos constitucionais, entre eles os novos direitos do trabalhador doméstico, está negociando com o governo pontos como a redução da multa sobre o FGTS em caso de demissão sem justa causa.


Benedita da Silva também defende a aprovação do PL 2295/00, do Senado, que regulamenta a jornada de trabalho dos enfermeiros. O projeto ainda depende de acordo dos líderes para votação no Plenário.


Íntegra da proposta:



Reportagem – Murilo Souza Edição – Marcos Rossi

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