Sindicato Internacional dos trabalhadores da Construção Civil lança campanha pela segurança no trabalho


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
26/04/2013



Representante de  12 milhões de trabalhadores da indústria da construção civil, pesada, de florestas, de madeira, de mobiliário e de pavimentação em 132 países, a Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira – ICM, neste 28 de abril, lança a  Campanha Sindical Internacional "O Trabalho Sindicalizado é mais Seguro: Uma Morte, uma Paralisação”.


De acordo com a entidade, esta data em que se rende homenagem aos trabalhadores/ras vítimas de acidentes de trabalho, enfermidades profissionais, mutilações e morte em função do trabalho, é propícia para promover, incrementar e fortalecer a sindicalização nos setores da construção, da madeira e da silvicultura como mecanismo eficaz para garantir a segurança e a saúde no trabalho.


O objetivo fundamental da campanha é realizar ações por parte das Organizações Sindicais Afiliadas e Fraternas da América e do Caribe, que levem os governos e empregadores a cumprirem as legislações e normas nacionais, assim como à ratificação de Convenções Internacionais da Organização Internacional do Trabalho – OIT.


Mais informações na matéria da Rede Brasil Atual:


23-4-2013 – Rede Brasil Atual


ICM propõe paralisação imediata em caso de morte na construção


São Paulo/SP - Para marcar este 28 de abril (domingo), quando celebra-se o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Doenças e Acidentes do Trabalho, a Confederação Internacional dos Trabalhadores da Construção e Madeira (ICM), sindicato global da categoria, lançou a campanha "O trabalho sindicalizado é mais seguro: uma morte, uma paralisação". A iniciativa foi deflagrada no Brasil depois de duas mortes ocorridas nos estádios Arena da Amazônia, em 28 de março, e Arena Palestra (estádio do Palmeiras, antigo Palestra Itália), em São Paulo, no último dia 15.


A campanha, também chamada de "O dia em que a segurança falhou" prevê algumas manifestações nos canteiros de obras, entre elas, o acendimento de velas, exposição de botas e capacetes usados e a realização de minutos de silêncio. A ideia é lembrar das mortes e reafirmar o compromisso de luta da categoria. É "Morreu, parou!", defende o representante regional do ICM, Nilton Freitas.


Os últimos dados disponíveis no Ministério da Previdência Social mostram que entre 2009 e 2011 aconteceram 172 mil acidentes na indústria da construção, provocando 1.334 mortes. Segundo a ICM, a cada trabalhador que morre em outros setores, morrem três na construção.


Os números estão defasados, distantes da nova realidade, retratada pelo aumento dos investimentos em obras de infraestrutura e de moradia, segundo Freitas. "Quanto mais obras mais acidentes", lamenta o dirigente. "A situação na América Latina é similar", acrescenta. "Mais desenvolvimento e menor proteção ao trabalhador."


Para o dirigente, na ausência de informações mais atuais, o que conta é a percepção dos fatos. Ele destaca que na construção o maior risco está na movimentação de materiais e no transporte de cargas. Freitas afirma que as entidades representantes dos trabalhadores, sejam sindicatos, federações ou confederações, devem investir na cultura de resposta sindical. "Capacitar, fazer seminários, palestras, é obrigação das empresas. O sindicato deve mobilizar os trabalhadores", defende. "Vamos fazer menos seminários e mais protestos", propõe.


Negociação


Desde março de 2012, os representantes dos trabalhadores da indústria da construção civil participam de uma mesa permanente de negociação com o governo federal, tendo como interlocutor o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.


Uma das conquistas resultantes dessas conversas é a participação sindical na discussão da segurança dos trabalhadores na fase de projeto das obras. "Isso é bastante inovador", admite Freitas. Ele também julga importante a discussão sobre o fim das "gatas", empresas que traficam trabalhadores com promessas falsas. No entanto, lamenta que ainda não esteja em discussão a organização no local de trabalho.


ICMA


ICM está presente em 132 países e possui 350 entidades filiadas, entre sindicatos, federações e confederações. Representa 12 milhões de trabalhadores da indústria da construção civil, pesada, de florestas, de madeira, de mobiliário e de pavimentação. No Brasil, tem filiados sindicatos da CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT, totalizando 4,4 milhões de trabalhadores.

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