Instituto Ethos auxilia empresas para melhorar a cadeia produtiva


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
22/04/2013



O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social está auxiliando empresas do setor têxtil, que já foram autuadas pela Auditoria-Fiscal do Trabalho por manter fornecedores cometendo a prática de submeter trabalhadores à condições análogas à escravidão, a monitorar esses fornecedores e assim acompanhar se estão obedecendo à legislação trabalhista. O assunto foi tema de uma reportagem veiculada pela rádio CBN.


De acordo com Paulo Itacarambi, consultor do Instituto Ethos, o problema está disseminado no setor têxtil e por isso é preciso buscar as causas e combatê-las. “Quais as condições econômicas deste negócio que precisam ser corrigidas para criar trabalho decente nesta cadeia de fornecedores”, explicou.


Segundo ele, o monitoramento é importante porque essas empresas possuem vários fornecedores diretos e subcontratados. “Quando acontece um problema não é de um só, é geral. Por isso o problema deve ser atacado na ponta”.


Para o consultor, é importante que as grandes empresas assumam o problema junto com os fornecedores e subcontratadas, aderindo ao pacto de combate ao trabalho escravo.  “Essas empresas têm que ter o compromisso público de assumir o problema, ou seja, tem que resolver as condições comerciais e econômicas de toda a cadeia”.


Uma das empresas que buscou a consultoria técnica do Instituto Ethos é a loja de departamentos Zara, flagrada por trabalho escravo no passado. De acordo com Paulo, a empresa encomendou um diagnóstico que constatou a precarização na cadeia produtiva devido às péssimas condições econômicas das subcontratadas. “Essas empresas não têm condições de mão de obra - falta qualificação – não têm crédito para melhorar sua tecnologia, ou seja, comprar novos equipamentos, têm problemas de gestão, planejamento e produtividade”.


Neste sentido, 15 empresas do setor criaram a Associação Brasileira do Varejo Têxtil – ABVTEX que vem buscando capacitar e certificar seus fornecedores.


Após a ação fiscal e mediante a um Termo de Ajuste de Conduta – TAC assinado com o Ministério Público do Trabalho, a Zara manteve os contratos apenas com fornecedores que regularizaram a situação trabalhista e que comercializam formalmente com suas subcontratadas.


O Instituto Ethos é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - Oscip cuja missão é mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável, tornando-as parceiras na construção de uma sociedade justa e sustentável.


Clique aqui para ouvir a entrevista do consultor do Instituto Ethos Paulo Itac

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