O diretor do Sinait Flávio Alexandre Azevedo participou, na tarde de quinta-feira, 18 de abril, do lançamento da publicação “Combate ao Tráfico de Pessoas e ao Trabalho Escravo Contemporâneo”, dentro da programação do seminário com o mesmo título, em Belo Horizonte (MG). O texto do livro foi elaborado por Auditores-Fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais – SRTE/MG a partir de suas experiências de fiscalização e caracterização do trabalho escravo urbano. A publicação foi encampada pela Secretaria de Inspeção do Trabalho – SIT, do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.
Flávio Alexandre, ao lado das Auditoras-Fiscais do Trabalho Alessandra Parreiras e Líbia Doro, e de sindicalistas locais, ressaltou a importância e a relevância da realização do seminário, que trata interinstitucionalmente das hipóteses de trabalho escravo que mais têm sido caracterizadas em áreas urbanas, que são a jornada exaustiva e o trabalho degradante. A publicação lançada, que será distribuída entre todos os Auditores-Fiscais do país, entidades e instituições parceiras no combate ao trabalho escravo contemporâneo, trata destes dois temas em profundidade, procurando chamar a atenção para características que, muitas vezes, podem passar despercebidas, mas são indícios de trabalho degradante e escravo.
A fiscalização e a repressão ao trabalho escravo, lembrou Flávio, são importante focos de atuação, mas é preciso avançar mais, na prevenção, especialmente quanto à reincidência dos trabalhadores resgatados, que ainda apresenta alto índice. Neste sentido o Sinait e a Organização Internacional do Trabalho estão empenhados em ampliar o programa Movimento Ação Integrada, que tem experiência exitosa no Mato Grosso, com a parceria de diversas instituições, para qualificar os trabalhadores egressos do trabalho escravo e inseri-los no mercado de trabalho. Dezenas de trabalhadores já foram beneficiados.
A ampliação, explicou o diretor do Sinait, poderá se dar pela institucionalização do Ação Integrada pelo MTE. O Sinait e a OIT tiveram um encontro com o secretário Luiz Felipe Brandão de Mello esta semana para fazer a proposta formalmente e uma visita técnica será realizada no dia 30 de abril para avaliar a viabilidade de implantação em todos os Estados da Federação. A expectativa é positiva e poderá ser um grande salto de qualidade no combate ao trabalho escravo no país, prevenindo a reincidência dos trabalhadores por falta de oportunidades no mercado de trabalho.