Senador José Nery: exemplo de luta contra o trabalho escravo no parlamento brasileiro


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
04/02/2011



José Nery Azevedo era vereador pelo município de Abaetetuba, na região tocantina do Pará, quando a senadora Ana Júlia Carepa ganhou a eleição para governo do Estado em 2006. Em 2007, ele assumiu a suplência deixada pela governadora e o desafio de enfrentar as forças conservadoras do Senado Federal. Era o único parlamentar do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) da Casa.


Em meio a tantas demandas, Nery resolveu dedicar o mandato com mais afinco a uma bandeira: o combate ao trabalho escravo no Brasil. Representante do Estado que historicamente é o campeão nos índices de trabalhadores libertados e da lista suja dos empregadores, conseguiu articular forças para que o assunto fosse sempre lembrado e debatido no Congresso Nacional.

 

Durante os quatro anos de mandato fez discursos em plenário, liderou audiências, reuniões, seminários, manifestações e atos públicos. Contribuiu para a formação da Frente Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo e presidiu a Frente Parlamentar Mista pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil com o objetivo de cobrar a aprovação em segundo turno da PEC 438/01.

 

Em seus discursos lembrou várias vezes da importância do SINAIT como parceiro nessa luta. Um desses momentos foi quando recebeu, do Governo Federal, o prêmio Direitos Humanos 2010, na categoria Erradicação do Trabalho Escravo. “Não ganhei esse prêmio sozinho. Isso tudo é o resultado da luta de parceiros, entre eles o Sinait, contra o trabalho escravo. O mérito é de todos nós”.

 

Também sempre deixou claro seu apoio na reivindicação do SINAIT a respeito da necessidade do aumento no número de AFT. “O número de auditores fiscais ainda é pequeno para tantas demandas. Por isso considero válida a luta do SINAIT por mais concursos públicos. Além disso, os auditores precisam de melhores condições de trabalho por conta dos riscos que correm durante as fiscalizações”, reforçou.

 

 Com o fim do mandato, Nery anunciou que continuará a militância contra todas as formas de exploração indevida de mão-de-obra e a defender os interesses dos trabalhadores. “O maior prêmio é permanecer na luta”, disse o ex-senador.

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