Por Nilza Murari
Em reportagem publicada no jornal Gazeta do Povo no dia 2 de maio, do Paraná, o fazendeiro Antério Mânica afirma sua inocência em relação à Chacina de Unaí. A matéria aborda políticos que fizeram campanhas políticas mesmo estando presos, que foi o caso de Mânica. Foi inevitável lembrar o caso da Chacina de Unaí, já que foi por esse crime que ele foi denunciado e preso.
Onze anos depois do crime Antério e outros três réus acusados de serem mandantes e intermediários foram julgados e condenados. Como são réus primários, estão recorrendo da sentença em liberdade.
O Sinait repudia as declarações de Antério Mânica ao jornal Gazeta do Povo. Sua condenação a 100 anos de prisão se deu diante das comprovações de seu envolvimento apresentadas pelo Ministério Público Federal à Justiça Federal, em júri popular.
Enquanto a vida do grande produtor rural corre normalmente em Unaí, as famílias dos Auditores-Fiscais do Trabalho e do motorista assassinados – Eratóstenes, João Batista, Nelson e Ailton – carregam o pesado fardo da impunidade que impede que o caso se encerre. O Sinait disse e repete: é preciso que a Justiça cumpra o seu papel, julgue com celeridade os recursos e dê um fim a esse martírio que já dura mais de 14 anos.
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