Canpat 2018 – Seminário discute o fortalecimento da prevenção de acidentes


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
27/04/2018



Por Andrea Bochi


Edição: Nilza Murari


O presidente do Sinait, Carlos Silva, participou na tarde desta quinta-feira, 26 de abril, da mesa de abertura do Seminário Canpat 2018, em Brasília, uma das atividades do Abril Verde. O evento faz parte da programação da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes de trabalho – Canpat e foi realizado na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio - CNTC.


Parabenizando os representantes do Ministério do Trabalho pela Canpat, Carlos Silva destacou a necessidade de incentivo e promoção da prevenção de acidentes em todos os locais de trabalho. “As estatísticas nos mostram números mais drásticos que os resultantes de uma guerra. Nós, Auditores-Fiscais do Trabalho, vivenciamos estes ambientes de guerra diariamente e atuamos diretamente para evitar essas situações”, lembrou.


Nos últimos anos, foram cerca de 130 mil operações de fiscalização para verificar as condições de trabalho. A fiscalização alcança até 20 milhões de trabalhadores anualmente. Cerca de 2,5 mil análises de acidentes e aproximadamente 6 mil embargos e interdições são realizados. Tudo isso, segundo o presidente do Sinait, tem impacto direto na prevenção de acidentes de trabalho.


Hoje, a Auditoria-Fiscal do Trabalho vive um drama em relação ao reduzido número de Auditores-Fiscais do Trabalho, o menor dos últimos 20 anos. O presidente falou sobre as denúncias feitas à Organização Internacional do Trabalho - OIT nos últimos cinco anos e sobre os cortes no orçamento da fiscalização. Cortes que resultaram na paralisação de atividades essenciais, a exemplo da prevenção de acidentes no trabalho e o combate ao trabalho escravo.


A estruturação e fortalecimento da Auditoria-Fiscal do Trabalho, para Carlos Silva, é fundamental diante da aprovação da reforma trabalhista e da retirada de direitos dos trabalhadores no intuito de garantir um ambiente de trabalho livre de acidentes. Para ele, a reforma Trabalhista transformou a Consolidação das Leis Trabalhistas em Consolidação das Leis do Empregador.


O recado do governo, de acordo com o dirigente sindical, é o descaso, quando decide manter o quadro da Fiscalização do Trabalho como o pior dos últimos 20 anos e não fortalece a instituição que impede a ocorrência de acidentes de trabalho. “Vivemos um grande panorama de adversidades e os Auditores-Fiscais do Trabalho não abrirão mão de cobrar do governo efetivamente a responsabilidade para que envide esforços que evitem este panorama drástico de mortes e acidentes”, concluiu Carlos Silva.


Além do presidente, estavam presente a vice-presidente, Rosa Jorge, e os diretores Ana Palmira Camargo e José Fontoura.


Cultura de prevenção


O Secretário de Inspeção substituto, João Paulo Machado, representou o ministro do Trabalho, Helton Yomura, na ocasião. Para ele, a retomada da Campanha é muito importante para incentivar a cultura da prevenção.


Além disso, destacou que o custo com acidentes de trabalho que se aproxima de 4% do PIB poderia ser revertido em ações de prevenção e, com isso,  muitas vidas poderiam ser salvas. “A situação vem se agravando gradativamente e muitas vezes não se percebe, por isso, é importante chamar a atenção da sociedade para esse grave problema”, declarou.


O seminário contou, entre outras, com as presenças da diretora de Fiscalização do Trabalho, Viviane Forte, que explicou sobre as atividades que fazem parte da Canpat levando informações sobre o tema e alertas para toda a sociedade. Segundo ela, as ações se estenderão ao longo de 2018.


Para as palestras o evento contou com a participação da especialista em Desenvolvimento Industrial do Sesi Nacional, Renata Rezio, que abordou o tema “Gestão em Segurança e Saúde no Trabalho (SST)”; o diretor da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), João Silvestre, que proferiu palestra sobre o “Adoecimento Ocupacional”; o procurador federal Fernando Maciel, mestre em Prevenção e Proteção de Riscos Laborais, tratou do tema “Consequências dos Acidentes do Trabalho”, e o diretor regional do Nordeste da Associação Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho (Anest), Edvaldo Nunes, abordou o tema  “Quedas do Trabalho em Altura”.


O evento foi encerrado com uma cerimônia em memória às vítimas de acidentes de trabalho.

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