Cinquenta Auditores-Fiscais do Trabalho participaram da operação que encontrou 565 trabalhadores em condições de trabalho análogo ao de escravo em fazendas de MG, BA e SP. Operação é continuidade de fiscalização iniciada em 2013
Por Nilza Murari
O G1 publicou reportagem nesta quinta-feira, 15 de março, sobre fiscalização que já estava em andamento desde fevereiro – relembre aqui, em fazendas e estabelecimentos comerciais ligados à seita “Comunidade Evangélica Jesus, a Verdade que Marca”, nos Estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo. A ação, que envolveu 50 Auditores-Fiscais do Trabalho e 200 policiais federais foi batizada de "Canaã – A Colheita Final".
Foram cumpridos, nessa operação, 22 mandados de prisão preventiva, 17 interdições de estabelecimentos comerciais e 42 mandados de busca e apreensão. Segundo a fiscalização, 13 dirigentes da seita foram presos preventivamente e outros estão foragidos.
O coordenador da fiscalização, o Auditor-Fiscal do Trabalho Marcelo Campos, falou das peculiaridades que envolvem este caso, como o fato de os mais de 500 trabalhadores não reconhecerem que estão sendo escravizados. Segundo Marcelo, os trabalhadores foram convencidos de que estão protegidos do fim do mundo. Os trabalhadores não podem ser retirados à força. Ainda assim, todos os cálculos dos direitos trabalhistas foram feitos e terão que ser pagos.
Veja aqui todos os detalhes da reportagem.