Por Solange Nunes
Edição: Nilza Murari
José Antônio Pastoriza Fontoura e Marco Aurélio Gonsalves, diretores do Sinait, participaram da reunião do Movimento Acorda Sociedade – MAS nesta quarta-feira, 7 de fevereiro, no auditório da sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, em Brasília (DF). As duas pautas prioritárias do MAS são “Não à reforma da Previdência” e o “Fim do Foro Privilegiado”.
Durante o encontro, o senador João Capiberibe (PSB/AP) e o deputado federal Alessandro Molon (Rede/RJ), representantes sindicais e de outras entidades dialogaram com o objetivo de construir diretrizes de atuação contra a Proposta de Emenda à Constituição – PEC nº 287/2016, que trata da reforma da Previdência, na Câmara e no Senado. As entidades querem alertar a sociedade brasileira sobre as mentiras propagadas pelo governo, em especial contra os servidores públicos.
O senador João Capiberibe pediu o apoio das entidades para uma PEC que pretende apresentar que proíbe qualquer modificação na legislação trabalhista e previdenciária por Medida Provisória. “Espero contar com vocês nesta proposta”, disse o parlamentar. Ele reforçou a importância de lutar contra a reforma da Previdência. “A matéria vai deixar desassistidas muitas pessoas que serão levadas à mendicância. Não podemos deixar que seja aprovada”.
Alessandro Molon considera a PEC de Temer cruel. “Felizmente, com a mobilização das entidades, não foi possível votá-la ano passado. Acredito que nem este ano”. Destacou a importância da mobilização e o diálogo com a sociedade. “Esta proposta mentirosa vai entrar nas eleições e as pessoas não podem ser enganadas”.
O coordenador do MAS, o desembargador Nery Junior, enfatizou os argumentos dos parlamentares e reiterou o pedido de apoio contra a tramitação da PEC 287/2016 nas duas Casas. Lembrou da campanha publicitária difamatória do governo federal contra os servidores públicos. “O governo está desrespeitando os servidores públicos e nós não vamos pagar a conta da corrupção. A PEC é imoral, perversa e desumana, e não pode ser aprovada”.
Participaram da reunião representantes de entidades como a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil – Anfip, Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – Anamatra, Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, OAB Distrito Federal, Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União – Fenajusfe, Pública – Central do Servidor, Polícia Rodoviária Federal – PRF, União dos Policiais do Brasil – UPB, entre outras.