Gerados 123.836 empregos com carteira assinada em junho


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
24/07/2013



A fiscalização trabalhista se ressente do número insuficiente de Auditores-Fiscais do Trabalho para contribuir com o aumento da formalização


Apesar de ter acelerado o passo em junho, com a abertura de 123.836 vagas com Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS assinada, quase 72% a mais do que o volume observado em maio passado, com 72.028 empregos, o Brasil encerrou o primeiro semestre deste ano com a pior geração de empregos com CTPS assinada nestes períodos desde 2009, auge da crise internacional, deixando ainda mais evidente o momento delicado da economia.


De janeiro a junho deste ano foram abertas 826.168 vagas com carteira assinada no país, o mais baixo desempenho para estes meses desde 2009, quando neste mesmo período foram criados 510.984 postos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego - MTE nesta terça-feira, 23 de julho.


Apesar do resultado ruim neste primeiro semestre, o resultado do mês de junho foi melhor do que o visto um ano antes, de 120.440 postos. A geração de empregos em junho deste ano é 2,82% superior ao do mesmo mês do ano passado e a melhor para o mês desde 2011, quando 215.393 postos de trabalho foram abertos, de acordo com a série histórica do MTE.


Em junho, foram registradas 1.772.194 contratações e 1.648.358 demissões - o que resultou no saldo do mês. Nos últimos 12 meses, o Brasil criou 1.016.432 empregos formais, pela série com ajuste, que considera as informações enviadas após o prazo.


De acordo com os dados do Caged, o comportamento do mês de junho originou-se da expansão de todos os oito setores de atividade econômica. O total de admissões no mês foi de 1.772.194, o segundo maior para o mês e o de desligamentos atingiu 1.648.358, o maior para o período.


Em termos setoriais, merece destaque a Agricultura com geração de 59.019 postos, e o setor Serviços com geração de 44.022 postos, saldo superior à média de 2003 a 2012, quando foram gerados 42.706 postos, mostrando uma reação, se comparado com os resultados do mesmo mês do ano anterior (+30.141 postos) e com relação ao mês de maio de 2013, quando foram gerados 21.154 empregos formais.


Resultados da fiscalização


Apesar de o mercado de trabalho brasileiro dar sinais de cansaço, afetado pelo mau desempenho da economia, que ainda não conseguiu mostrar recuperação sólida, os Auditores-Fiscais do Trabalho, mesmo com um número baixíssimo de servidores, registraram sob ação fiscal nos últimos quatro anos, de 2009 até 2013, mais de 2,1 milhões de trabalhadores.


Atualmente a fiscalização trabalhista conta com pouco mais de 2.800 Auditores-Fiscais. Estudo do IPEA, que tomou por base a formalização de vínculos empregatícios, apontou a necessidade de mais 5.800 Auditores-Fiscais do trabalho para melhorar a fiscalização no Brasil, ou seja, para combater a informalidade, os acidentes de trabalho, a exploração de mão de obra infantil e, enfim, promover o trabalho decente.


A formalização tem reflexos positivos no recolhimento do FGTS e da contribuição previdenciária, tributos que também são fiscalizados/recolhidos por meio da atuação dos Auditores-Fiscais do Trabalho. Esses servidores se ressentem com o número insuficiente de Auditores-Fiscais, pois se o quadro estivesse completo, eles poderiam contribuir muito mais com o aumento da formalização no país.


Com informações da Reuters,Valor Econômico e MTE.


 

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