Campanha Salarial — Delegado Sindical do Pará destaca reivindicações em entrevista aos jornais “O Liberal” e “Amazônia”


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
19/06/2012



Presidente do Sinait, Rosângela Rassy, ressalta a necessidade de os delegados sindicais intensificarem os contatos com a mídia na divulgação do Estado de Mobilização 


Em entrevista aos jornais “O Liberal” e “Amazônia”, nesta terça-feira, 19 de junho, o delegado sindical do Sinait e presidente da Associação dos Auditores Fiscais do Estado do Pará, Otávio Paixão, denunciou as péssimas condições de trabalho dos servidores da fiscalização. 

 

De acordo com Otávio Paixão os Auditores-Fiscais do Trabalho estão vivendo no limite dentro das repartições, onde falta tudo, inclusive equipamentos para a execução dos serviços da inspeção trabalhista.

 

Ele destacou as reivindicações da categoria, que além de melhorias nas condições de trabalho, quer reposição das perdas salariais e a abertura de concurso público para o cargo de Auditor-Fiscal do Trabalho.  

 

Atualmente a fiscalização trabalhista conta com pouco mais de 3 mil Auditores-Fiscais, quando o recomendado pela Organização Internacional do Trabalho - OIT para o Brasil é aproximadamente 5 mil.

A entrevista também ressalta a quantidade desses servidores prestes a se aposentar, o que indica uma piora no quadro dos serviços prestados pela fiscalização.  

 

Para os dirigentes do Sinait a Inspeção do Trabalho vive o paradoxo de ser a responsável por fiscalizar e promover as condições de saúde e segurança do trabalhador, quando na realidade esses fiscais são os primeiros a não ter estas condições em seus ambientes de trabalho, situação que tem causado desconforto, doença, e constrangimento à categoria.   

 

A presidente do Sinait, Rosângela Rassy, ressalta a necessidade de os delegados sindicais intensificarem os contatos com a mídia na divulgação da mobilização. “É importante que os contatos sejam mantidos, especialmente para informar que o estado de mobilização com paralisações de serviços prestados pela Fiscalização prossegue nas terças e quartas-feiras das semanas seguintes.”      

 

Para ler a matéria do jornal Amazônia, clique aqui.


 

Mais detalhes sobre a entrevista na matéria abaixo, de O Liberal. 

 

19-6-2012 – O Liberal (PA)




Auditores federais dialogam com o governo 

 

Auditores fiscais do trabalho se reúnem hoje, às 11 horas, na sede da Superintendência Regional do Trabalho para deliberar sobre os próximos passos do movimento que iniciaria uma greve, mas foi freado por uma sinalização do governo federal em reunião com a categoria em agosto. 

 

O presidente da Associação dos Auditores Fiscais do Estado do Pará (Assintra), Otávio Paixão, afirma que os trabalhadores amargam perdas acima de 30% e o cerca de 600 estão na expectativa de se aposentar, o que vai piorar muito a prestação de serviço, se ocorrer. “Estamos brigando por três direitos básicos nossos. O primeiro são as condições de trabalho do serviço público. Continuamos vivendo no limite dentro das repartições, onde falta tudo, do material básico até máquina para executar nossas tarefas”, diz Otávio. 

 

Ele acrescenta que o segundo ponto é a promoção de concurso público para o cargo. Atualmente, há um indicativo de abertura de 620 vagas para todo o território nacional, mas ainda assim é insuficiente. “Só na expectativa de aposentadoria nós somos 600, que só não saíram porque não querem. Não vai ser suficiente nem para repor esse contingente”, explica o presidente da associação. 

 

Ele também menciona os salários que não têm reajuste desde 2008 e acumulam perdas pela inflação de mais de 30%. “O governo fez uma correção que não atingiu os 4% em média, mas isso foi parte de um acordo feito há quatro anos. Queremos as reposições salariais”, menciona. 

 

Hoje, além da Assembleia dos auditores, servidores da Receita Federal também fazem ato público reivindicando melhores salários e condições de trabalho. Os servidores da Advocacia Geral Também se reúnem pelo mesmo motivo. Otávio salienta que os trabalhadores da Polícia Federal também estão engajados no movimento e as representações sindicais nacionais continuam as tentativas de negociação em Brasília.

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