Campanha Salarial – Chinaglia recebe integrantes da União das Entidades Representativas das Carreiras de Estado


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
31/05/2012



Nesta quinta-feira, dia 31, o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT/SP), recebeu representantes da União das Entidades Representativas das Carreiras de Estado, da qual o Sinait é integrante, para discutir as reivindicações das categorias sobre a Campanha Salarial 2012, que até o momento não tiveram nenhuma resposta do governo.   


Para o líder Arlindo Chinaglia, as reivindicações do grupo são válidas, já que o último aumento recebido pelas respectivas categorias foi em 2008, no entanto, argumentou que os contratempos podem ser justificados pela crise internacional. 

 

O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil - Anfip, Álvaro Sólon de França, solicitou do deputado um trabalho de interlocução, para que, segundo França, não aconteça o que houve no ano passado, quando a categoria ficou esperando uma resposta do governo, que veio apenas ao final do ano, afirmando que não seria possível incluir aumento de salário para a categoria. 

 

O presidente do Sindifisco Nacional, Pedro Delarue, endossou o argumento do presidente da Anfip, ao afirmar que, durante a negociação durante todo o ano de 2011 com o governo, eles foram chamados na data limite para serem informados de que não haveria aumento. “A situação causou uma grande desconfiança na categoria”. Ele aproveitou para lembrar que as categorias reunidas participaram nesta quarta-feira, dia 30, do 2º Dia Nacional de Mobilização de Advertência, data limite em que o governo deveria se pronunciar e, segundo ele, isso não aconteceu.  

 

Informou ainda ao líder do governo que as Assembleias realizadas indicaram 98% e 99% pela paralisação por tempo indeterminado a partir do dia 18 de junho para as categorias que fazem parte do núcleo estratégico do Estado Brasileiro que, destacou Delarue, representa a inteligência do Estado. 

O servidor afirmou ainda que as entidades estão fazendo maior esforço para que o governo negocie e até agora não houve nenhuma resposta. “Não temos interesse num confronto, nesse sentido nós viemos aqui para conversar”. 

 

Segundo o diretor do Sinait, Marco Aurélio Gonsalves, que representou a entidade na reunião, é preocupante o fato do governo não querer negociar, porque, em função disso, não existem parâmetros. “Nós pedimos um índice de aumento e continuamos sem resposta, como podemos negociar se não existe nenhuma proposta para analisar ou trabalhar como uma contraproposta?”. 

 

Líder

Após a exposição de lideranças das entidades, o líder Arlindo Chinaglia informou aos sindicalistas que se reuniu com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, há dois meses e alertou a ministra sobre a necessidade de dar maior atenção ao funcionalismo, porque é preciso estabelecer uma negociação “pra valer”. 

 

Durante o encontro, foi sugerida a elaboração de uma Carta, que deverá ser entregue ao deputado, com a pauta de reivindicações e o histórico da negociação. Segundo Chinaglia, a iniciativa é importante e a proposta é válida, porque ele estaria inteirado formalmente da negociação e da opinião das entidades e, quando for necessário o Legislativo atuar, “estaremos a par do que está acontecendo e estaremos embasados para agir”. 

 

Carta reivindicatória

 

Os representantes das entidades acataram a sugestão de elaborar uma Carta com a pauta de reivindicações e o histórico da negociação com o governo federal. O documento será entregue na próxima quarta-feira, dia 6 de junho, ao líder do governo Arlindo Chinaglia, como mais uma forma de avançar na negociação com o governo.  

 

A Carta será elaborada durante reunião da União das Entidades Representativas das Carreiras de Estado prevista para a próxima terça-feira, dia 5 de junho, às 10 horas, na sede do Sindifisco Nacional.

 

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