Cronograma de mobilizações vai ser mantido
As entidades que integram a mesa de negociação da Auditoria Fiscal (Sinait, Sindifisco Nacional e Anfip) cobraram do secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, uma resposta concreta às suas reivindicações, durante reunião ocorrida nesta sexta-feira, 11 de maio, no MP.
Os dirigentes das entidades disseram que vão esperar somente até o dia 30 de maio para que o governo apresente uma contraproposta às reivindicações das carreiras, inclusive não aceitaram agendar nova reunião. Vão aguardar ser chamados.
O grupo informou que no dia 30 ocorrerão assembléias em todos os Estados, durante mobilizações que estão sendo organizadas para aquela data, quando irão levar à categoria a proposta de paralisação. Eles também repassaram ao secretário de Relações do Trabalho informes da mobilização ocorrida em 9 de maio, quando promoveram o Dia Nacional de Mobilização de Advertência.
Sérgio Mendonça disse que o governo acompanhou a mobilização do dia 9 pela imprensa e pelos sites das entidades, e observou que o desfecho da campanha é uma preocupação inegável.
No início da reunião, o grupo rebateu o argumento utilizado pelo representante do governo, em mesas de negociação de outras carreiras, de que a máquina pública não tem condições de arcar com o reajuste porque implicaria em um grande impacto, quando na verdade o que as entidades reivindicam, conforme planilhas apresentadas, anteriormente, não compromete a folha do Executivo Federal.
Os dirigentes das entidades também foram unânimes em afirmar que estão sendo pressionados pela base e que não podem prolongar esta situação porque o quadro que se tem não é favorável ao governo, uma vez que as negociações salariais já se arrastaram desde 2011.
Sérgio Mendonça reconheceu que os Auditores-Fiscais integram carreiras estratégicas, e prometeu levar as reivindicações ao governo. “Meu papel não é provocar o acirramento do governo com as entidades. Se conseguirmos chegar a um proposta mais avançada juntos, entendo que os servidores também poderão flexibilizar este prazo das negociações”, avaliou o secretário.
Ele informou que estão trabalhando com um cenário diferente do ano passado. “Acredito que o governo terá sensibilidade para avançar nas despesas para 2013, uma vez que há um esforço grande para fazer com que a economia cresça. Tenho a consciência de que em algum momento temos que lhes dar uma resposta. O tempo do governo é diferente do tempo das entidades e o nó está aí”, informou.
A presidente do Sinait Rosângela Rassy disse que no ano passado as entidades entenderam a posição do governo, dada a conjuntura econômica mundial, que não favoreceu o reajuste para 2012, mas que este ano será diferente. “Este ano, impulsionados pela base, estamos trabalhando com calendários fechados, e os dirigentes comprometeram-se com a base de que 2012 será diferente de 2011”, informou.
Rosângela Rassy entregou a Sérgio Mendonça a ata com a pauta reivindicatória da Fiscalização do Trabalho aprovada na Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada pelo Sinait no período de 9 e 13 de abril, quando a categoria aprovou, num percentual de 99,7%, os indicativos da Campanha Salarial 2012. Entre os indicativos estão o trabalho em conjunto com as demais entidades, especialmente com a Auditoria-Fiscal da Receita; a constituição de um Fundo específico para a mobilização da categoria e a manutenção da categoria em assembléia nacional.
O Sinait mostrou que a Fiscalização do Trabalho está mobilizada. A presidente do Sindicato entregou ao secretário um cartaz que convoca a categoria a permanecer na luta por melhores condições de trabalho e pela recomposição das perdas salariais, além de um documento com o levantamento feito pelo Sindicato que demonstra as perdas dos Auditores-Fiscais do Trabalho nos últimos anos e quanto é necessário para garantir a recomposição salarial, já que não se trata de reajuste.
Rosângela informou que a diretoria e os Delegados Sindicais do Sinait estão com reunião agendada para o dia 17 de maio para discutir os rumos do movimento.
O vice-presidente do Sinait, Carlos Alberto Nunes, e o diretor Marco Aurélio Gonsalves também participaram da reunião.