Rosângela Rassy participou do Dia Nacional de Mobilização de Advertência junto com Auditores-Fiscais do Trabalho no Distrito Federal e afirmou que a tendência do movimento é crescer. Ela conclamou a categoria a fortalecer a luta pelas reivindicações apresentadas ao governo
A presidente do Sinait, Rosângela Rassy, convocou os Auditores-Fiscais do Trabalho para se empenhar na luta por melhores condições de trabalho e de salários durante a atividade promovida em frente à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Distrito Federal - SRTE/DF no Dia Nacional de Mobilização de Advertência, nesta quarta-feira, 9 de maio. A mobilização aconteceu em todo o país (veja matérias em nosso site) como atividade da Frente da campanha Salarial Conjunta.
Rosângela fez uma retrospectiva de como começou o movimento, iniciado em 2011, com apenas quatro entidades representantes de servidores das carreiras típicas de Estado, entre elas o Sinait, e que hoje conta com a participação de 21 entidades. Todas engajadas na luta por melhores condições de trabalho para levar à população brasileira, especialmente aos trabalhadores, mais dignidade e cidadania, por meio de um serviço público de qualidade.
“O Dia Nacional de Advertência não deixa de ser um dia de tomada de consciência. É o início de uma mobilização que não vai retroagir. A tendência é este movimento crescer e se quisermos lutar em condições de igualdade com as demais carreiras que estão no movimento, temos que arregaçar as mangas e reivindicar o que precisamos”, disse a presidente do Sinait, que lamentou o fato de alguns Auditores-Fiscais ainda não terem se filiado ao Sindicato, “porque tudo que a categoria conseguiu, até hoje, tem sido fruto de muita organização e mobilização”.
“Temos que nos mobilizar com os demais colegas das carreiras que integram a Frente da Campanha Salarial, a exemplo dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil, do Banco Central, Polícia Federal, Advogados da União, entre tantos outros, para se necessário for, pensarmos em uma atitude mais firme”, explicou Rosângela Rassy.
Rosângela informou que, o prazo que as entidades deram ao governo é até dia 30 de maio para fechar as negociações. Caso o governo não sinalize com uma proposta positiva de reajuste, na reunião marcada para a próxima sexta-feira, 11 de maio, no Ministério do Planejamento, o Sinait vai convocar os Auditores-Fiscais para Assembleia a ser realizada no dia 17 de maio, para deliberar sobre os próximos passos, a partir de 30 de maio.
A pauta reivindicatória, comum às 21 entidades, pede um reajuste salarial de 30.19%; a criação de indenização para zona de difícil acesso, como forma de incentivo para manter servidores em lugares inóspitos, a exemplo das fronteiras do País e a redução dos padrões para progredir na carreira (atualmente na de Auditor-Fiscal do Trabalho são 13 padrões, e a categoria reivindica a redução para seis).