Campanha Salarial – Sinait reafirma disposição de luta dos Auditores-Fiscais do Trabalho

Presidente do Sinait reforçou a importância da campanha conjunta que fortalece as entidades na negociação com o governo. Ela também conclamou as categorias a fazer uma grande mobilização no dia 9 de maio, com participação de servidores ativos e aposentados


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
04/05/2012



Presidente do Sinait reforçou a importância da campanha conjunta que fortalece as entidades na negociação com o governo. Ela também conclamou as categorias a fazer uma grande mobilização no dia 9 de maio, com participação de servidores ativos e aposentados 


A presidente do Sinait, Rosângela Rassy, diretores da entidade, representantes do Sindicato Paulista de Auditores-Fiscais do Trabalho e Auditores-Fiscais de São Paulo participaram na tarde desta quinta-feira, 3 de maio, do Dia Nacional de Mobilização, realizado em São Paulo, como atividade da Frente da Campanha Salarial Conjunta, composta por 21 entidades representantes de servidores públicos de carreiras de Estado. 

 

Todos os representantes das entidades deram o seu recado aos servidores que lotaram o auditório do Hotel Excelsior, no centro da Capital paulista. A mensagem geral foi de que a união das categorias fortalece a negociação com o governo e que os servidores exigem uma resposta às reivindicações apresentadas. 

 

Rosângela foi bastante incisiva em sua fala, reforçando a importância das atividades programadas para o dia 9 de maio, Dia Nacional de Advertência. Ela lembrou que os Auditores-Fiscais do Trabalho mantêm uma parceria de anos com os Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil, cuja lei de estruturação das carreiras é a mesma. Em 2008, em conjunto, as duas categorias negociaram exaustivamente com o governo e, diante da falta de propostas, realizaram 49 dias de paralisação, o que foi decisivo para que conseguissem o reajuste e o subsídio, que passou a ser a forma de remuneração das carreiras. 

 

Desta vez, a negociação se arrasta desde o ano passado, quando aconteceram sete reuniões, sem resultado concreto. Foi criada a expectativa de reajuste, porém, na véspera do envio da proposta de orçamento para 2012 ao Congresso, veio a resposta negativa, acompanhada da promessa de que as negociações seriam retomadas em março deste ano. 

 

Neste ínterim, mudanças aconteceram, como a criação da Secretaria de Relações do Trabalho, que agora conduz as negociações. A expectativa é de diálogo, porém, o governo insiste em prolongar a negociação até o final de julho, quando os servidores querem uma resposta até o final de maio.  

 

Até agora, entretanto, disse Rosângela, não aconteceu uma negociação de fato. Por isso, a necessidade da mobilização, de envolvimento de todos os servidores e de demonstração de união para fortalecer as entidades na mesa de negociação. A próxima reunião com o secretário Sérgio Mendonça está marcada para o dia 11 de maio. Os servidores querem dialogar, mas não aceitarão a mesma postura que o governo adotou em 2011. 

 

Mais de 90% da categoria dos Auditores-Fiscais do Trabalho, enfatizou a presidente do Sinait, confirmaram sua disposição de continuar a campanha conjunta e a luta, em Assembleia Geral Extraordinária. Rosângela ainda disse que a campanha salarial não é apenas de quem está em atividade: é também dos servidores aposentados, pois todos têm interesses a defender. 

 

Junho

 

As entidades querem uma resposta do governo até o final de maio. Este é também o prazo que o Fórum Nacional de Entidades, o qual o Sinait também integra, fixou. Uma mobilização já está sendo articulada para o dia 11 de junho e a Frente da Campanha Salarial Conjunta avaliará, em reunião no dia 8 de maio, a convergência de suas atividades para esta data, a fim de fortalecer o movimento. 

 

Funpresp

 

O deputado João Dado (PTB/SP) compareceu ao ato público e criticou severamente a lei que criou o Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público, sancionada esta semana pela presidente Dilma Rousseff. Para ele, foi um “golpe de morte no serviço público brasileiro”. Ele disse aos representantes das entidades que é preciso incluir a alteração da lei na pauta de reivindicações, especialmente quanto à gestão pública do Fundo, para não deixar que ele caia nas mãos da iniciativa privada, visando apenas o lucro.

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