Rio Verde/GO: Auditores-Fiscais do Trabalho resgatam 17 trabalhadores no corte de eucalipto


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
04/05/2012



4-5-2012 - Sinait


 

 

Auditores-Fiscais do Trabalho do Grupo de Fiscalização Rural da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Goiás - SRTE/GO resgataram 17 trabalhadores de uma fazenda, em Rio Verde (GO), encontrados em condições análogas às de escravo na atividade do corte de eucaliptos. A fiscalização fez o registro retroativo na carteira de trabalho para que eles recebessem as verbas trabalhistas, que chegaram a um total de R$ 72 mil reais. O grupo também vai receber o Seguro-Desemprego para Trabalhador Resgatado.

 

Os homens foram arregimentados por “gatos” (intermediadores de mão-de-obra). De acordo com o Auditor-fiscal que coordenou a operação, Roberto Mendes, a fiscalização tem se surpreendido com a quantidade de denúncias referentes à extração de eucalipto no Estado. “Antes o que gerava mais degradância em Goiás era o setor sucroalcooleiro, seguido das carvoarias. Agora, a intermediação de ‘gatos’ para arregimentar trabalhadores para esta área tem sido a responsável pela geração de trabalho degradante, porque os intermediários ganham em cima destas pessoas”, constatou.  

 

A ação, que inspecionou seis fazendas e fiscalizou as condições de trabalho de 222 trabalhadores, resultou na lavratura de 62 autos de infração por causa das condições precárias dos alojamentos. Os trabalhadores foram encontrados dormindo sob pedaços de espumas no chão de um galpão velho e dentro de um curral. Também não tinham Equipamentos de Proteção Individual - EPIs e não haviam sido treinados para operar motosserras. Além da constatação da não assinatura de algumas carteiras de trabalho a fiscalização detectou o atraso de salários de vários trabalhadores, entre outras irregularidades trabalhistas.

 

Os responsáveis pela extração de madeira, assim como os donos da floresta de eucaliptos e da propriedade, poderão responder civil e criminalmente pelas infrações trabalhistas e pela submissão de trabalhador a condição de escravo.

 

Durante a operação houve tentativa de esconder a maioria dos trabalhadores da fiscalização, o que não foi concretizado porque o ônibus usado para transportar os trabalhadores da zona rural até Rio Verde quebrou no caminho e foi encontrado no dia seguinte numa estrada próxima, a Rodovia Estadual GO-174. A operação, em conjunto com procuradores do Trabalho e policiais federais, foi realizada no período de 12 de março a 27 de abril.

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