Em audioconferência realizada na tarde desta quarta-feira, 18, com Delegados Sindicais, a presidente do Sinait reforçou a necessidade de construir uma forte mobilização no dia 9 de maio
Uma audioconferência (reunião por telefone) realizada na tarde desta quarta-feira, 18 de abril, reuniu Delegados Sindicais do Sinait com a presidente Rosângela Rassy e alguns diretores da entidade, para tratar de encaminhamentos para mobilizações da Campanha Salarial.
Inicialmente Rosângela informou que foi constituído um Comando de Mobilização no âmbito da diretoria do Sinait, composto por ela própria e pelos diretores Carlos Alberto Teixeira Nunes, Carlos Roberto Dias, Francimary Oliveira Michiles, Flávio Alexandre Luciano de Azevedo, Marco Aurélio Gonsalves, Orlando Vila Nova, Rosa Maria Campos Jorge e Sylvio Barone. Eles ficarão encarregados de facilitar as informações e a mobilização em todo o país.
Em seguida, a presidente passou informes detalhados sobre a reunião com o governo na semana passada, relatando as impressões que não somente o Sinait como todas as demais entidades tiveram dessa primeira rodada formal de negociação. O governo já deixou claro que este ano não haverá reajuste salarial e que, para 2013, ainda não há estudos nesse sentido. Uma evidência de dificuldades está no fato de a Lei de Diretrizes Orçamentárias apresentada na sexta-feira, 13 de abril, pela ministra do Planejamento Miriam Belchior, não prever recursos para o funcionalismo. Um dos objetivos da campanha em conjunto é justamente pressionar para garantir o reajuste para 2013.
O raciocínio apresentado pelo governo é de que esta administração é continuidade da anterior, e, sob este ponto de vista, as carreiras já tiveram sua recomposição, enquanto outras ainda não foram contempladas e seriam prioridade.
Entretanto, as funções estratégicas desempenhadas pelas carreiras típicas de Estado não deixam dúvida sobre a necessidade de valorização das atividades e dos servidores públicos, o que passa pelo reajuste, pois desde a negociação em 2008 houve considerável defasagem salarial, argumentos que foram apresentados ao secretário Sérgio Mendonça, reforçados por exemplos concretos do que representam as ações em termos de arrecadação.
A pauta entregue ao governo, segundo Rosângela Rassy, apenas foi atualizada de 2011 para cá. E para facilitar o entendimento, na mesa de negociação foram priorizados três itens, que são o reajuste, a revisão da tabela das carreiras e a criação de uma indenização para locais inóspitos ou de difícil acesso. Não houve resposta, mas uma nova reunião ficou marcada para o dia 11 de maio.
Mobilização no dia 9 de maio – Dia Nacional de Advertência
Até lá, as entidades não pretendem ficar paradas e programam uma grande mobilização para o dia 9 de maio, em todos os Estados. É nessa fase que a atuação dos Delegados Sindicais é imprescindível, para organizar o movimento nos Estados, em conjunto com as demais carreiras e promover uma conscientização de todos os Auditores-Fiscais do Trabalho, ativos e aposentados, para a participação nas atividades, como protagonistas de uma luta que é de interesse de todos.
A ideia é ter um primeiro momento de reunião somente entre Auditores-Fiscais do Trabalho, com caráter de Assembleia, e depois juntar-se aos servidores das outras carreiras num ato conjunto, no final da manhã.
Rosângela afirmou ter confiança no poder de mobilização dos Delegados Sindicais e no atendimento dos Auditores-Fiscais do Trabalho ao chamado para a luta. Ela disse isso apoiada no resultado da Assembleia Geral Extraordinária – AGE, cuja apuração parcial está revelando que a maioria da categoria diz SIM aos itens colocados para apreciação dos filiados: campanha salarial conjunta, reajuste salarial, formação de um fundo de reserva para a campanha e Assembleia Geral Permanente.