BOLETIM SEMANAL Nº 123 - 9 a 13 de abril de 2012


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
13/04/2012





 



Campanha Salarial - Em reunião com carreiras do Fisco, governo diz que fará “reflexão” sobre a pauta


Durante reunião nesta quinta-feira, 12 de abril, representantes das carreiras do Fisco – Sinait, Sindifisco Nacional e Anfip – cobraram rapidez do governo para que a mesa de negociação de 2012 avance e gere fatos concretos, principalmente em relação ao reajuste salarial para 2013. A presidente do Sinait, Rosângela Rassy, e demais dirigentes sindicais entregaram ao secretário de Relações do Trabalho do MP, Sérgio Mendonça, um documento com os pontos prioritários da pauta reivindicatória.  


A cobrança veio após Sérgio Mendonça solicitar uma nova reunião com o grupo no dia 11 de maio, às 10 horas, que já foi marcada. No próximo encontro, ele se comprometeu em dar posicionamentos sobre as “reflexões” que o governo fará a respeito da pauta reivindicatória entregue.  


O secretário falou que o “governo está pensando nos impactos para 2013”, mas não sinalizou se parte desse impacto está diretamente ligado a um reajuste para as carreiras do Fisco.  


Os sindicalistas reiteraram ao Secretário que os servidores não querem respostas sobre “reflexões” e estão insatisfeitos por não receberem a devida valorização, mesmo exercendo funções importantes para o desenvolvimento do país, além de estarem frustrados com o fato de o governo não ter apresentado nenhuma contraproposta durante a negociação salarial do ano passado, que foi longa e improdutiva.  


Também destacaram que isso está gerando um clima de desconfiança nas categorias em relação ao Poder Executivo, daí a necessidade da negociação evoluir rapidamente para um posicionamento do governo sobre a pauta reivindicatória.  


Os representantes das entidades deixaram claro que querem uma resposta do governo até o dia 30 de maio e adiantaram que as categorias já estão se mobilizando.  Comunicaram, ainda, que caso as negociações não avancem até esse prazo, a categoria deverá ser ouvida sobre a possibilidade de um estado de greve. 


Para a presidente do Sinait, Rosângela Rassy, o resultado da reunião reforça a necessidade de a categoria estar preparada para a mobilização, pois o diálogo com o governo não será fácil. O calendário de atividades sugerido pelas entidades da Frente da Campanha Salarial Conjunta será submetido à aprovação dos servidores e é imprescindível a participação maciça dos Auditores-Fiscais do Trabalho para fortalecer o movimento e obter sucesso na negociação. 


Clique aqui para saber mais sobre pauta reivindicatória apresentada na reunião.  


Votos dos itens da campanha salarial devem chegar ao Sinait até quarta-feira, 18 de abril


O envelope com os votos sobre os quatro itens da Campanha Salarial devem chegar ao Sinait até a próxima quarta-feira, 18 de abril para consolidação do resultado da Assembleia Geral Extraordinária. No meio da semana, a presidente do Sinait Rosângela Rassy, teve a oportunidade de conversar com um grupo de Auditores-Fiscais do Trabalho que participava do curso de Capacitação em FGTS, em Brasília. Ela falou da importância da manifestação dos Auditores sobre os itens da Campanha Salarial propostos.  


O documento com os quatro itens relativos à campanha salarial propõe a continuação da mobilização da categoria em conjunto com outras carreiras típicas de Estado; a fixação de um percentual de reajuste do subsídio; a criação de um fundo de mobilização e a permanência da categoria em Assembleia Geral Permanente. “Este resultado é que vai nortear o Sinait na tomada de decisões durante a campanha salarial”, enfatizou Rosângela Rassy, que esteve acompanhada dos diretores Ana Palmira Camargo e Fábio Lantmann.  


Rosângela também destacou as campanhas publicitárias que estão sendo desenvolvidas em conjunto com outras entidades de carreiras típicas de Estado, como a veiculação de spot em rádio e vídeos na TV. “Tudo visa ao fortalecimento da luta dos integrantes dessas carreiras”, enfatizou. O Sindicato também articula outros caminhos para obter êxito para a carreira da Auditoria-Fiscal do Trabalho, como a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição - PEC 443/09 que eleva o patamar salarial dos Auditores-Fiscais do Trabalho a 90,25% do teto pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal.  


Clique aqui para mais informações.


 


Sinait participa de discussão sobre Trabalho Decente e Questão Racial na Câmara


O Auditor-Fiscal do Trabalho Valdiney Arruda (MT) representou o Sinait, nesta quinta-feira, 12 de abril, na audiência pública sobre “Trabalho Decente e a Questão Racial”, que discutiu o combate ao trabalho degradante e à discriminação racial. O encontro foi na Câmara dos Deputados, na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público – CTASP. 


De acordo com o Auditor-Fiscal 90% dos trabalhadores resgatados da escravidão são nordestinos e 40% deles são do Maranhão, adolescentes e adultos, egressos do trabalho escravo. Segundo ele, a população negra é a que mais adoece em função das condições precárias de emprego.  


Para Valdiney Arruda, o trabalho decente não passa apenas por uma melhoria das condições de trabalho e saúde. Envolve também o fortalecimento do contingente da Inspeção do Trabalho, “já que os números de Auditores-Fiscais do Trabalho estão aquém do ideal para atender às necessidades das demandas no país”.


O representante do Sinait aproveitou a ocasião, para cobrar a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição - PEC 438/2001 que trata do trabalho escravo.   


Esta foi a terceira audiência de uma série que discute o trabalho decente relacionado com vários assuntos. Os próximos serão sobre trabalho infantil, trabalho escravo e a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. O Sinait esteve e estará presente em todos os encontros, que estão diretamente relacionados com a Fiscalização do Trabalho.  


Mais detalhes sobre a audiência clique aqui. 


Conatrae vai fortalecer a luta pela aprovação da PEC 438/01


A ministra da Secretaria dos Direitos Humanos – SDH, Maria do Rosário, abriu a reunião da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo - Conatrae no dia 11 de abril, dizendo da necessidade do fortalecimento da Agenda do Trabalho Decente e do combate ao trabalho escravo no país. Ela propôs que o fortalecimento se dê por meio de  ações integradas entre os membros da Conatrae junto à opinião pública e aos poderes Legislativo e Judiciário,  para reforçar a necessidade da votação da PEC 438/01 que combate o trabalho degradante e promove o trabalho decente no Brasil. 


A perspectiva é que a PEC vá para votação no dia 9 de maio, em segundo turno na Câmara dos Deputados, conforme sinalizado pelo presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT/RS).  


A Conatrae também vai empenhar esforços para produzir material para subsidiar a Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI do Trabalho Escravo, instalada em 28 de março passado, e que vai investigar empresas e empregadores que mantêm trabalhadores em regime análogo à escravidão. 


Durante a reunião desta quarta-feira, as Auditoras-Fiscais do Trabalho, Jacqueline Carrijo, representante do Sinait, e Rosa Jorge, diretora do Sinait e presidente da Confederação Iberoamericana dos Inspetores do Trabalho – CIIT demonstraram a preocupação das duas entidades com problemas que estão ocorrendo na Inspeção do Trabalho. Entre os problemas que precisam de soluções estão a atualização das multas trabalhistas aplicadas pelos Auditores-Fiscais contra os empregadores infratores, a indicação de advogados da Advocacia Geral da União - AGU em todos os processos criminais na Justiça Federal, envolvendo trabalho escravo e infantil, entre outras ações, e uma solução urgente para impedir o repatriamento de trabalhadores estrangeiros encontrados pela fiscalização em  situação degradante de trabalho, a maioria em oficinas costura. 


A ministra se comprometeu a tomar providências para ajudar a fiscalização na busca destas soluções. 


Mais detalhes sobre este assunto, clique aqui.  


Sinait apoiará a CPI do Trabalho Escravo da Câmara


Dirigentes do Sinait participaram no dia 11 de abril de uma reunião com o deputado federal Claudio Puty (PT/PA), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI do Trabalho Escravo, da Câmara, destinada a investigar a exploração do trabalho escravo em atividades rurais e urbanas.  


O deputado pediu apoio às entidades que representam os Auditores-Fiscais do Trabalho, Juízes e Procuradores do Trabalho, na CPI. O Sinait vai fornecer informações sobre o combate ao trabalho escravo feito por Auditores-Fiscais do Trabalho do Grupo Especial de Fiscalização Móvel e das equipes rurais das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego – SRTEs.  


Para Rosângela Rassy, a CPI é um instrumento não só para a aprovação da PEC 438/01, como também de divulgação deste grave problema e da necessidade de soluções nas esferas pública, econômica e social. “Não há um número suficiente de Auditores-Fiscais do Trabalho e a categoria precisa de melhores condições para atuar no resgate dos trabalhadores, por exemplo. A CPI deve expor esses e outros problemas”, explica.  


Clique aqui para saber mais sobre o assunto. 


Presidente do Sinait aponta as fraudes na apuração da jornada de trabalho


A presidente do Sinait, Rosângela Rassy, defendeu o uso do novo Sistema de Registro Eletrônico de Ponto – SREP em audiência pública realizada no dia 12 de abril, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa – CDH, do Senado. Ela apontou as fraudes cometidas contra os trabalhadores, especialmente no que diz respeito à jornada de trabalho e horas extras, como sendo o principal motivo para a adoção do novo SREP implantado pela Portaria 1510/09 do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. A portaria é alvo de empresários que tentam sustar seus efeitos por meio do Projeto de Decreto Legislativo - PDS 593/10 que tramita na CDH sob a relatoria do senador Paulo Paim (PT/RS). 


Segundo Rosângela Rassy, as infrações trabalhistas relacionadas ao excesso de jornada de trabalho estão entre as de maior incidência detectadas pela Auditoria-Fiscal, que contribuem para o aumento dos acidentes de trabalho, que mutilam e matam milhares de trabalhadores brasileiros. Ela contestou a declaração da representante dos pequenos fabricantes de relógios e sistemas de pontos, Lucienne Fontes, que afirmou que a jornada de trabalho nunca foi um problema para as empresas.  Rosângela afirmou que “ao contrário deste raciocínio, o que ficou comprovado aqui nesta discussão é que todos estão preocupados com esta irregularidade. A prova disto é a grande quantidade de processos que tramitam na Justiça Trabalhista em que empregados reclamam o pagamento das horas extras. Da mesma forma são inúmeros os inquéritos e ações coletivas instaurados pelo Ministério Público do Trabalho pelos mesmos motivos, e as empresas precisam estar documentadas para se defender”.  


A secretária de Inspeção do Trabalho Vera Albuquerque, também rebateu as afirmações de Lucienne Fontes, ao dizer que muitos dos problemas técnicos citados já foram superados e o MTE está aberto às possíveis atualizações da Portaria para se adequar às evoluções da informatização.  Segundo a secretária, as grandes empresas já estão usando o REP porque este instrumento dá segurança jurídica para patrões e empregados, que tiveram três anos para se adaptar ao novo equipamento. Atualmente já são 180 modelos certificados com preços a partir de R$ 1.200,00. 


Representantes do empresariado, da Justiça do Trabalho e de trabalhadores também se manifestaram na audiência pública, com posicionamentos divergentes. Diante disso, o senador Paim decidiu formar uma comissão para discutir o assunto e, com base nesse diálogo espera construir seu parecer. 


Leia a matéria completa  


Dirigentes do Sinait participam do lançamento da campanha “Mercosul Unido contra o Trabalho Infantil


A presidente do Sinait, Rosângela Rassy, e a diretora de Comunicação e Divulgação, Ana Palmira Camargo, participaram no dia 10 de abril, do lançamento da campanha “Mercosul Unido contra o Trabalho Infantil”. O lançamento ocorreu simultaneamente no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai e faz parte das atividades de um Projeto de Cooperação Sul-Sul Brasil-OIT, denominado “Apoio ao Plano Regional para a Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil no Mercosul”.  


No Brasil, a campanha é desenvolvida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), pela Agência Brasileira de Cooperação - ABC em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. 


Três cartazes dedicados ao combate ao trabalho agrícola, doméstico e a exploração sexual comercial -, e um spot de rádio, compõem a campanha no Mercosul. Os cartazes serão divulgados em edifícios públicos, estabelecimentos de ensino, centros de saúde, áreas de lazer e turísticas e albergues localizados em estradas nacionais, provinciais e internacionais. 


O lançamento da campanha faz parte dos preparativos para a III Conferência Global sobre o Trabalho Infantil, que será realizada no Brasil em 2013. 


Clique aqui para saber mais informações sobre este assunto. 


Justiça do Trabalho solicita fiscalização nas obras da Usina de Jirau


Depois do episódio em que alojamentos foram incendiados no canteiro de obras da Usina de Jirau (RO), o Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região decidiu fazer uma inspeção judicial no local no dia 7 de abril. A juíza foi acompanhada de Auditores-Fiscais do Trabalho, procuradores do Trabalho e representantes da empresa e dos trabalhadores.  


A inspeção foi motivada pelo pedido do Ministério Público do Trabalho de paralisar as obras até que os alojamentos sejam reconstruídos. Como a fiscalização não detectou irregularidades nas condições dos alojamentos a liminar foi negada. 


Porém, a juíza determinou que Auditores-Fiscais do Trabalho procedam fiscalização detalhada das condições dos alojamentos e do cumprimento da lei trabalhista. 


Para o Sinait, esta situação de conflito requer Auditores-Fiscais do Trabalho treinados para lidar com enfrentamentos. A segurança a eles deve ser garantida durante a fiscalização, para que tenham condições de realizar um trabalho criterioso de avaliação conforme a determinação judicial. Desta avaliação podem depender vidas e muitas tragédias poderão ser evitadas.  


Mais detalhes sobre o assunto clique aqui.  


Deputado Molon é o relator da PEC que fixa parâmetros para a remuneração dos Auditores-Fiscais do Trabalho


O deputado Alessandro Molon (PT/RJ) foi designado relator da Proposta de Emenda à Constituição - PEC 147/12, que fixa parâmetros para remuneração dos Auditores-Fiscais do Trabalho e da Receita Federal do Brasil e do grau ou nível máximo da carreira dos servidores do Banco Central em 90,25% do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal - STF.  


A PEC, de autoria do deputado Amauri Teixeira (PT/BA), é considerada um novo referencial na luta pela fixação de um percentual definido para a remuneração desses servidores. Atualmente, os servidores dependem de exaustivas negociações de reajustes, pois a política nesta área ainda não foi definida pelo governo federal. 


A PEC 147/12 encontra-se em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ), na Câmara, e caso seja aprovada, seguirá para discussão e votação em uma Comissão Especial que será formada especificamente para este fim. 


Construtora é acusada de “dumping social” e supressão maciça de direitos trabalhistas


Com base na atuação de Auditores-Fiscais do Trabalho o MPT propôs representação contra construtora que viola direitos trabalhistas em larga escala para baixar preços em concorrências e obter lucros maiores no mercado. Empresa é responsável por 12% do total dos contratos do programa “Minha Casa, Minha Vida”


Graves violações trabalhistas constatadas por Auditores-Fiscais do Trabalho em diversas obras da construtora MRV, a maior empreiteira a operar o programa federal de habitação “Minha Casa Minha Vida”, levaram o Ministério Público do Trabalho – MPT a fazer uma representação inédita junto à Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça - SDE/MJ contra a empresa, que está sendo acusada de praticar “dumping social”, em concorrência desleal no mercado às custas de violações das leis trabalhistas.  


Segundo o documento do MPT, com as infrações, a MRV mantém, de forma abusiva, custos mais baixos e lucratividade maior que as demais empresas do setor, o que caracteriza a prática pretensa de "dumping social" na construção civil. Neste sentido, o MPT solicita a abertura de um procedimento administrativo para apuração do conjunto de infrações que envolvem a empresa no âmbito do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).  


A conduta da MRV, segundo o MPT, caracteriza-se pela "prática de infração da ordem econômica através da supressão maciça, em larga escala, de direitos trabalhistas, com a consequente obtenção de expressiva redução do custo do trabalho e, portanto, de vantagem arbitrária sobre a concorrência".


Dados do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) mostram que a proporção de ações trabalhistas contra a MRV superou com folga a porcentagem de aumento de empregados vinculados diretamente à construtora. Desde 2004 foram 3.029 processos, com concentração absoluta (74%) de 2009 a 2011.  


Recebido em 5 de março, o pedido do MPT aguarda parecer prévio da SDE/MJ antes de ser submetido ao Cade. A legislação estipula um período de 60 dias para que averiguações preliminares sejam feitas, mas o ineditismo do caso torna menos previsível a fixação de um prazo. Caso venha a ser condenada ao final do processo, no qual se assegura amplo direito de defesa, a construtora MRV poderá ter de pagar uma multa, conforme também prevê a lei, com valor entre 2% e 30% de seu faturamento.  


Para ler a matéria completa clique aqui  


Aumentam restrições a integrantes da Lista Suja do Trabalho Escravo


Uma rede de supermercados paulista decidiu cortar relações comerciais com uma empresa fornecedora de erva mate para chimarrão depois de ser informada que a referida empresa foi flagrada por Auditores-Fiscais do Trabalho em outubro de 2009 submetendo trabalhadores a condições análogas à de escravos. A empresa está incluída na Lista Suja do Ministério do Trabalho e Emprego desde 2010.  


A rede varejista faz parte do Pacto Nacional Contra o Trabalho Escravo e é uma “Empresa Amiga da Criança”, conforme informou em Nota Oficial leia a íntegra. Por essa razão, ela tem compromissos de não manter fornecedores denunciados por manter em sua cadeia produtiva o trabalho infantil e o trabalho escravo, e, ainda, de informar o público consumidor sobre isso.  


Entidades do Fisco articulam a aprovação da PEC 186, que dá mais autonomia às instituições


No dia 11 de abril entidades representantes dos fiscos nacional, estadual e municipal estiveram reunidas para discutir os encaminhamentos à Proposta de Emenda à Constituição – PEC 186/2007, do deputado Décio Lima (PT/SC), que trata de inserir na Constituição Federal dispositivo para garantir a autonomia administrativa, financeira e funcional, e as iniciativas das administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a suas propostas orçamentárias, além de remeter para Lei Complementar o estabelecimento das normas gerais, dispondo sobre direitos, deveres, garantias e prerrogativas dos cargos e de sua carreira, ou seja, a Lei Orgânica do Fisco - LOF.  


A PEC está, atualmente, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, sob a relatoria do deputado João Paulo Lima, que já se pronunciou pela admissibilidade da proposta.  


O Sinait, que representa os Auditores-Fiscais do Trabalho, considerados do grupo do Fisco, pleiteia a inclusão da Inspeção do Trabalho no texto da PEC. Para isso, já tem formulada uma emenda que será apresentada no momento oportuno.  


As entidades decidiram continuar o trabalho em conjunto para que a PEC seja colocada em pauta, votada e aprovada pelos membros da Comissão o mais rapidamente possível.  


Veja mais detalhes aqui  


Justiça determina indenização a trabalhadores mantidos como escravos em obras da BR-101


Trabalhadores que foram encontrados em condições de trabalho escravo no ano passado em obras de duplicação da BR-101 em Santa Catarina receberão indenização pode determinação judicial. Os Auditores-Fiscais do Trabalho fizeram a fiscalização em maio de 2011 e encontraram 31 trabalhadores trazidos de estados da Região Nordeste em situação de trabalho escravo. 


Várias irregularidades foram constatadas à época, como jornada de trabalho excessiva sem pagamento de horas extras e pagamentos atrasados. Os alojamentos estavam superlotados e não havia condições de higiene no local. 


Diante da situação, considerada grave, o Ministério Público do Trabalho processou a empresa responsável pela obra. A sentença do juiz do Trabalho determinou a indenização dos trabalhadores e também que a empresa cumpra tudo o que determina a legislação trabalhista. O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes – Dnit foi considerado omisso no caso e deverá, daqui por diante, supervisionar o cumprimento das leis por parte da empresa. 


A decisão é regional e ainda cabe recurso. 


 Seminário debateu estratégias para a aprovação de PECs importantes para o funcionalismo


A aprovação das Propostas de Emenda à Constituição 555 e 443 foi o principal ponto de discussão do Seminário Serviço Público: Qualificação e Desenvolvimento – Pauperização salarial do servidor e degradação do serviço público”, realizado no dia 2 de abril, no Rio de Janeiro. O Sinait defendeu a organização das entidades para acabar com a contribuição previdenciária de aposentados e para fixar a remuneração de servidores de carreiras de Estado em 90,25% do subsídio dos ministros do STF. 


O vice-presidente de Política de Classe do Sinait, Carlos Alberto Teixeira Nunes, e o vice-presidente de Planejamento, Enio Cesar Tavares da Silva, participaram do evento. Para Carlos Alberto Nunes é urgente organizar as entidades com o objetivo de votar e aprovar a PEC 555. Segundo ele, a aprovação da PEC vai acabar com uma grave injustiça contra os aposentados e pensionistas, porque “há aposentados que contribuíram a vida inteira - 30 e 35 anos -, e irão contribuir até a morte sem a aprovação da PEC, o que significa uma injustiça sem paralelo num país civilizado”.  


Sobre a PEC 443, o diretor do Sinait defendeu durante o evento que “todos os agentes estatais, que se dedicam sob as mais distintas formas ao predomínio da lei sobre os interesses dos particulares devem ter tratamento igual”. 


Para mais informações, clique aqui  


Segurança e Saúde – Auditor-Fiscal lança livro sobre NRs


O Auditor-Fiscal do Trabalho Flávio de Oliveira Nunes (SRTE/BA) lançou o livro “Segurança e Saúde no Trabalho – Esquematizada” (volume I), que trata detalhadamente das Normas Regulamentadoras – NRs de 1 a 9 e 28, dirigido a profissionais da área de segurança e saúde do trabalho e também para pessoas que vão prestar concursos que exigem conhecimento específico. Para os concurseiros há exercícios práticos ao final da explicação de cada NR.  


Segundo o autor, o objetivo da obra é atender a demanda dos profissionais em um material claro e objetivo sobre as NRs. “O livro facilita a compreensão das normas com esquemas, representações gráficas e tabelas”, informa. Ele pretende publicar os volumes 2 e 3 ainda em 2012.  


Publicado pela Editora Método, o livro pode ser adquirido por R$ 59,00 pelo site da Editora – www.editorametodo.com.br e poderá ser encontrado também em livrarias a partir deste mês de abril.  


Auditores-Fiscais resgatam trabalhadores na Região do Pantanal Sul-Matogrossense


A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Mato Grosso do Sul – SRTE/MS realizou operação nos dias 28 e 29 de março na região do Pantanal Sul Mato-Grossense para investigar denúncia de trabalho escravo. Três ações foram realizadas: resgate de dez trabalhadores em propriedade rural em Corumbá; constatação de três empregados alojados em condições precárias no interior de ônibus em construção de ponte de madeira na Estrada Parque; e regularização de 27 empregados alojados em condições precárias, em propriedade agropecuária no município de Bonito. Ao todo, foram lavrados 26 autos de infração. 


Segundo o coordenador do Projeto de Inspeção do Trabalho Rural da SRTE/MS, o Auditor-Fiscal do Trabalho Antônio Maria Parron, a região é de difícil acesso com mais de 150 km de estrada de terra dentro do Pantanal, o que resultou num trabalho de mapeamento da área.  


Os dez trabalhadores libertados na fazenda em Corumbá de agropecuária dormiam em barracas de lona e aplicavam agrotóxico sem Equipamento de Proteção Individual (EPI), como óculos, máscaras e luvas, além de consumir água guardada em recipientes de óleo mineral lubrificante.  


No caminho, durante a passagem da equipe pela construção de ponte de madeira na Estrada Parque, foram encontrados três empregados alojados em condições precárias no interior de um ônibus, motivando a lavratura de sete autos de infração. Esta inspeção não estava programada, mas a situação chamou a atenção dos Auditores-Fiscais que participaram da operação. 


Na segunda fazenda que os Auditores-Fiscais do Trabalho inspecionaram, no município de Bonito, foram encontrados 27 trabalhadores alojados em condições precárias. A fiscalização interditou o alojamento e determinou a retirada dos empregados do local. Segundo os Auditores-Fiscais, apesar da situação dos trabalhadores ser bastante precária, não foram encontradas condições degradantes. O empregador assumiu o compromisso de manter os trabalhadores em suas residências durante o período da interdição, recebendo o salário até o dia 18 de abril, quando está previsto o levantamento da interdição. 


Ao final dos dois dias de fiscalização, os empregados resgatados tiveram os contratos de trabalho regularizados, com a assinatura da Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS, recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS e emissão do Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho – TRTC. As indenizações por danos morais individuais serão pagas no dia 17 de abril, em Corumbá, quando os Auditores-Fiscais irão emitir as Guias de Seguro Desemprego do Trabalhador Resgatado. 


Veja todos os detalhes das ações aqui

Categorias


Versão para impressão




Assine nossa lista de transmissão para receber notícias de interesse da categoria.