Uma jornada de trabalho perigosa é o tópico da matéria veiculada pela Revista Caros Amigos, na edição do mês de fevereiro. A matéria discorre sobre a prática do assédio moral nas relações interpessoais no ambiente de trabalho nas empresas do Brasil.
Segundo o Núcleo de Estudos Psicossociais de Exclusão e Inclusão Social – Nexin da PUC/São Paulo, o “reconhecimento e a exclusão” no local de trabalho faz parte da prática de violência organizacional mais comum no país. O argumento é que situações constrangedoras e competitivas são para “incentivar” o empregado a produzir mais e atingir metas, mas, quando não alcançadas, resultam em situações humilhantes.
Para os especialistas, a segmentação do mercado de trabalho e as relações dentro desse mercado precisam ser refletidas e mudadas. O fruto das conexões e a prática do assédio moral no trabalho levam o ser humano a considerar-se oprimido, manipulado e excluído da sua participação no contexto da empresa e inferior perante os colegas.
A conjuntura atual é o resultado do princípio neoliberal, o Estado mínimo, em que o capital é o gestor onipotente, que oprime o trabalhador e o assedia moralmente, segundo especialistas, precarizando as relações, que piora ano a ano, o que se reflete no aumento do número de denúncias sobre o assunto.
Segundo a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE-SP) as denúncias sobre assédio moral, entre janeiro de 2004 e dezembro de 2006, somaram 871 registros. Em 2009, foram 354 atendimentos e em 2011 subiram para 448.
No setor bancário, em nível nacional, consulta realizada com 27.644 trabalhadores pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro – Contraf, em 2011, aferiu que 66% dos bancários entrevistados reconheceram o assédio moral.
Em outra pesquisa sobre o assunto, realizada entre janeiro de 2005 e janeiro de 2011, com trabalhadores com carteira assinada, representando um universo de 40% pesquisado, em que 68% das entrevistas aconteceram em empresas privadas, de caráter nacional ou internacional, detectaram que o sexo masculino é o que mais prática assédio moral, 46,5%, com os seus funcionários, enquanto as mulheres representam 31%.
Um ponto importante e preocupante também citado na matéria é que os casos de suicídios e tentativas de suicídios têm aumentado como resultado do assédio moral.
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