Projeto destina 10% das multas do FGTS para a Fiscalização do Trabalho


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
14/10/2011



O deputado André Figueiredo (PDT/CE), relator do Projeto de Lei 1.300/2011 na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público - CTASP, de autoria do deputado Padre Ton (PT/RO), apresentou substitutivo para fixar o percentual de 10% das multas arrecadadas pelo não pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS para a Fiscalização do Trabalho. O projeto original prevê essa destinação, mas não determina o percentual.


Segundo Figueiredo, que foi secretário-Executivo do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, a fiscalização precisa de mais estrutura como veículos e equipamentos de informática para se tornar mais moderna e ágil. Hoje, anualmente, o Conselho Curador do FGTS decide se vai destinar algum recurso para a fiscalização e não há nada definido. O PL trata de tornar a decisão definitiva.

 

De fato, os recursos que têm vindo do Conselho Curador ajudaram a adquirir equipamentos de informática e no desenvolvimento de sistemas que tornem mais ágil e precisa a verificação do recolhimento do FGTS. Hoje o MTE e a Caixa Econômica Federal – CEF, gestora do Fundo, trocam dados e informações que facilitam a identificação dos sonegadores, tornando a fiscalização mais objetiva e direta, e, consequentemente, alcançando melhores resultados de arrecadação e regularização.

 

Veja mais detalhes do PL 1.300/2011:

 

13-10-2011 – Agência Câmara

Relator destina 10% das multas do FGTS para fiscalização trabalhista

 

Está na pauta da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara o Projeto de Lei 1300/11, do deputado Padre Ton (PT-RO), que destina parte da arrecadação com multas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para modernizar a fiscalização do mercado de trabalho. Atualmente, essas multas, que são cobradas, por exemplo, dos empregadores que não recolhem as contribuições mensais, entram para o saldo geral do fundo e servem para o financiamento de programas sociais.

 

O relator da proposta no colegiado, deputado André Figueiredo (PDT-CE), apresentou substitutivo para fixar em 10% o percentual do valor arrecadado que deverá ser revertido para o setor de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego até que o Conselho Curador do FGTS decida o assunto de maneira definitiva.

 

Figueiredo explica como o dinheiro pode ser utilizado: "Fui por três anos secretário-executivo do ministério e vi a necessidade de termos cada vez mais veículos e sistemas operacionais que possibilitem uma melhor fiscalização das empresas que eventualmente burlarem as determinações em relação ao pagamento do FGTS".

 

Modernização

O auditor do Trabalho na Paraíba Cursino Raposo afirma que a fiscalização também precisa de equipamentos mais modernos. "O GPS, por exemplo, é um equipamento importante hoje para a identificação de fazendas e usinas no campo, porque nem sempre existem mapas. Então, há uma série de facilitadores que podem ser adquiridos por meio desses recursos", argumenta.

 

O projeto que destina parte das multas do FGTS para o setor de fiscalização do trabalho também vai ser analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Íntegra da proposta:


 

Reportagem – Sílvia Mugnatto/Rádio Câmara

Edição – Marcelo Oliveira

 

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