O Grupo Especial Móvel de Fiscalização resgatou oito trabalhadores de condição análoga a de escravo de fazenda a 223 km de Palmas (TO). Os trabalhadores foram contratados para trabalhar no roço do capim e aplicação de veneno e, para isso, não lhes foi fornecido nenhum tipo de equipamento de proteção, como luvas e máscaras.
Segundo o coordenador do Grupo Móvel, o Auditor-Fiscal do Trabalho Humberto Célio Pereira, os trabalhadores eram mantidos há cerca de cinco meses em um curral, convivendo com porcos e próximos a agrotóxicos. Os resgatados não tinham Carteira de Trabalho assinada e não recebiam salário. “Uma situação realmente desumana”, relatou Humberto Célio.
Os Auditores-Fiscais do Trabalho levaram os trabalhadores para a cidade mais próxima e deram andamento aos procedimentos para regularizar a situação trabalhista deles com a assinatura das Carteiras de Trabalho, rescisão contratual, pagamento dos salários atrasados e a emissão do Seguro-desemprego especial. As indenizações somaram R$ 38,5 mil.
A Fiscalização do Trabalho lavrou dez autos de infração totalizando cerca de R$ 50 mil e os proprietários ainda responderão a ação civil pública pela prática de trabalho escravo. Além disso, deverão indenizar os trabalhadores por danos morais.
Ao Jornal do Tocantins, o proprietário negou que houvesse maus tratos, mas admitiu a situação irregular dos trabalhadores e justificou que havia contratado uma pessoa que terceirizou os serviços.