O período de crise econômica que afeta a maioria dos países gerou, até agora, 200 milhões de pessoas desempregadas, diz a Organização Internacional do Trabalho – OIT, em relatório divulgado nesta segunda-feira, 26, elaborado a pedido do G20 (grupo das maiores economias avançadas e emergentes, do qual o Brasil faz parte). O estudo foi feito em parceria com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE.
Para o diretor-geral da OIT, Juan Somavia, a saída é investir na economia real e em postos de trabalho decentes, num movimento de cooperação em nível mundial para gerar mais 110 milhões de novos empregos nos próximos cinco anos.
O Brasil, segundo ministro Carlos Lupi, do Trabalho e Emprego, que participa de reunião dos ministros do Trabalho do G20, em Paris, contribui para a diminuição do déficit de empregos e defende os direitos trabalhistas, uma das condições para a promoção do trabalho decente. A expectativa do ministro é que o país feche 2011 com 2,5 milhões de novos postos de trabalho. Lupi afirmou que não concorda com projetos que flexibilizam a legislação que, na visão dos empresários, poderiam criar mais empregos.
O fortalecimento da Inspeção do Trabalho é uma das formas de evitar a precarização das condições de trabalho e de flexibilização, na prática, das leis. A Auditoria-Fiscal do Trabalho precisa, urgentemente, de ampliação do quadro de profissionais para alcançar um universo maior de empresas e trabalhadores. O trabalho decente é tema de conferências regionais e estaduais que estão acontecendo no Brasil. O país sediará, em 2013, a Conferência Internacional sobre o tema.
26-9-2011 - MTE
Brasil gera 10% dos empregos mundiais para encarar a crise, segundo relatório da OIT
De acordo com a OIT, será necessário gerar 110 milhões de empregos formais nos próximos cinco anos para enfrentar a crise. Lupi também defendeu os direitos dos trabalhadores, se colocando contra a flexibilização das Leis Trabalhistas
Brasília, 26/09/2011 – Em Paris, onde participa da reunião de Ministros da Área Social do G-20, o Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou que o Brasil tem sido o grande protagonista na geração de empregos nos países do bloco. Isso porque a Organização Internacional do Trabalho (OIT) apresentou relatório que afirma que nos próximos cinco anos serão necessários gerar 110 milhões de novos postos de trabalho para enfrentar a atual crise.
“Por estes números, já adianto que o Brasil hoje é responsável por 10% deste total, visto que este ano serão gerados mais de 2,5 milhões de empregos formais. Isso mostra o protagonismo do Brasil perante o mundo” afirmou Lupi, durante intervenção desta segunda-feira (26).
Na opinião do Ministro, as medidas que o Governo da Presidente Dilma Rousseff vem tomando colocam o país, cada dia mais, na vanguarda para enfrentar turbulências internacionais e evitar que o mercado interno seja atingido. “Nossa maior preciosidade é o nosso mercado interno, que é enorme e não para de consumir. Precisamos mantê-lo aquecido e, para isso, todas as medidas estão sendo tomadas” avaliou.
Lupi também reagiu ao discurso dos representantes patronais no encontro, que disseram ser fundamental a flexibilização de Leis Trabalhistas em todo mundo para aumentar o lucro das empresas e ajudá-las a sair da crise.
“É engraçado porque quando os lucros estão exorbitantes, ninguém fala em dividir com os trabalhadores. Agora que o mundo está em crise, os representantes do patronato acham que quem tem que pagar a conta é o trabalhador. No Brasil, nenhuma medida que retira benefícios dos trabalhadores será alterada”, avisou o Ministro, sendo aplaudido pelos demais representantes.
Lupi participa desde sexta-feira (23) da Reunião de Ministros da Área Social do G-20, que reúne as 19 maiores economias do mundo mais a União Européia, em Paris.
26-9-2011 – G1
Total de desempregados no mundo é de 200 milhões, aponta OIT
É o maior índice registrado em momento mais crítico da crise atual. Relatório conjunto entre OIT e OCDE foi divulgado nesta segunda-feira.
Da EFE
A desaceleração da economia mundial pode gerar um forte aumento no desemprego em 2012 nos países do G20 (grupo das maiores economias avançadas e emergentes, do qual o Brasil faz parte), afirma relatório conjunto da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), publicado nesta segunda-feira (26).
O documento afirma que a taxa de desemprego diminuiu durante 2010, embora de forma moderada, mas ressalta que o total de desempregados no mundo é de 200 milhões, o maior índice registrado durante o momento mais crítico da atual crise econômica.
O relatório, elaborado a pedido da presidência do G20, foi divulgado em Genebra na reunião ministerial do grupo, que acontece entre esta segunda e terça-feira em Paris.
Para o futuro, a OIT e a OCDE acreditam que se as taxas de crescimento do emprego continuarem no nível atual de 1%, não será possível recuperar os 20 milhões de empregos que os países do G20 perderam desde que a crise de 2008 começou, e as perdas ainda serão significativas em 2012.
"Devemos atuar agora para reverter a desaceleração no crescimento do emprego e resistir à perda de postos de trabalho. É absolutamente indispensável dar prioridade ao trabalho decente e investir na economia real", afirmou em comunicado o diretor-geral da OIT, Juan Somavia.
Cooperação mundial
Somavia defendeu uma cooperação em nível mundial, a retomada dos compromissos feitos nas cúpulas do G20 de Pittsburgh e Seul e o foco nos empregos de qualidade durante a recuperação.
O relatório afirma que o emprego deveria crescer a uma taxa anual de pelo menos 1,3% para chegar a 2015 com um nível similar ao registrado antes da crise. Essa taxa permitiria criar cerca de 21 milhões de empregos adicionais por ano, recuperar os postos de trabalho perdidos desde 2008 e absorver o aumento da população em idade laboral.
Entretanto, o relatório indica que o emprego crescerá a uma taxa de apenas 0,8% até o final de 2012, o que impede o retorno aos índices anteriores à crise.
Os ministros de Trabalho dos países do G20 discutirão em Paris a promoção do pleno emprego, o trabalho de qualidade e o respeito aos direitos trabalhistas fundamentais.
"Necessitamos investimentos destinados ao crescimento das empresas na economia real e à geração de trabalho decente", afirmou Somavía, para quem "a criação de emprego deve se transformar em uma das principais prioridades macroeconômicas".
A OIT e a OCDE falam de "crise persistente do emprego" que exacerba os problemas estruturais e se traduz em um alto desemprego juvenil e uma incidência maior do desemprego de longa duração.