Mais um flagrante de trabalho escravo na Bahia. A ação durou nove dias, iniciando-se no dia 17 e terminando no dia 25 de agosto, segundo relato dos Auditores-Fiscais do Trabalho do Grupo Móvel, no município de Sítio do Mato Dentro.
Os trabalhadores foram encontrados em situação precária e atuavam no corte de madeira e confecção de cerca de uma fazenda. As irregularidades encontradas foram tantas que geraram mais de 60 autos de infração e cinco interdições de equipamentos. Para pagar todos os direitos dos trabalhadores o fazendeiro terá que desembolsar cerca de 80 mil reais.
Veja matéria do site do MTE:
26-8-2011 - MTE
Fiscalização Móvel resgata 22 trabalhadores de regime de trabalho análogo ao de escravo
Grupo atuava no corte de árvores e confecção de cercas em uma propriedade rural em Sítio do Mato Dentro (BA)
Brasília, 26/08/2011 – Ação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), iniciada na quarta-feira (17) e encerrada nesta quinta-feira (25), detectou a ocorrência de trabalho degradante na frente de trabalho de uma propriedade rural em Sítio do Mato Dentro (BA), atuando no corte de madeira e confecção de cerca.
De acordo com a coordenadora da equipe do GEFM, Inês Almeida, ao chegar ao local, na hora do almoço, os fiscais se depararam com várias irregularidades, entre as quais, alojamento precário, composto por um barraco de lona, instalações sanitárias precárias, entre outras irregularidades.
“Chegamos ao local (a frente de trabalho) na hora do almoço e pudemos constatar que naquela hora os trabalhadores preparavam a própria refeição. Constatamos também que a única água disponível para consumo provinha de um tanque de alvenaria, abastecido por um caminhão pipa, e que também era utilizada para saciar os animais”, relata Inês.
Ainda segundo a auditora, 17 trabalhadores atuavam na derrubada de árvores e cinco na confecção de cerca. Alguns trabalhavam desde maio passado, outros há menos de um mês no local que ficava a cerca de 25 quilômetros da sede da fazenda de 39 mil hectares, 400 quilômetros de cerca construída e que abriga cerca de 10 mil cabeças de gado.
Durante a operação foram lavrados 61 autos de infração e cinco interdições. O grupo resgatado deve receber o montante de cerca de R$ 80 mil em verbas rescisórias.