Encontro de Servidores Públicos – Entidades e parlamentares defendem a aprovação das PECs 555 e 270


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
31/08/2011



Dirigentes do Sinait e  Auditores-Fiscais do Trabalho de vários estados do país, que estão em Brasília a convite do Sindicato Nacional, participam nesta quarta-feira, 31 de agosto, do Encontro de Servidores Públicos Ativos, Aposentados e Pensionistas promovido pelo Instituto Mosap, que congrega entidades representantes do funcionalismo, a exemplo do Sinait.

 

O encontro se estenderá por todo o dia e tem como finalidade discutir com senadores, deputados, servidores e dirigentes sindicais as Propostas de Emenda Constitucional – PECs 555/06 e 270/08, que tramitam no Congresso Nacional. Os servidores têm pressa para aprovar as duas propostas que prevêem, respectivamente, “o fim da contribuição previdenciária de aposentados e pensionistas” e “a integralidade e paridade dos vencimentos dos aposentados por invalidez com os vencimentos do pessoal da ativa”, pondo

fim às injustiças criadas pelas reformas previdenciárias ocorridas nos últimos anos.

 

Na abertura do evento a presidente do Sinait, Rosângela Rassy, que integrava a mesa, conclamou a todos os servidores participantes do seminário que trabalhem pela aprovação das PECs 555 e 270, e pela rejeição do PL1992/07. ”Que todos vocês levem para suas bases o espírito de luta pela aprovação destas PECs e pela reprovação do PL 1992/07, que cria a aposentadoria complementar”, concluiu.

 

Para Rosângela, a legislação atual sobre a aposentadoria por invalidez do servidor precisa ser corrigida. Segundo ela, é inadmissível que um servidor trabalhe uma vida toda e em caso de aposentar-se por invalidez passe a receber apenas o teto da Previdência, como ocorre atualmente. “É no momento da aposentadoria que o servidor precisa de mais condições para dispor de um convívio familiar mais digno, e atualmente esse direito vem sendo negado àqueles que estão submetidos ao infortúnio da aposentadoria por invalidez", desabafou.



“Muita coisa precisa ser mudada, a exemplo de o governo dar mais proteção ao trabalhador”, disse Rosângela Rassy, fazendo referência a uma política de combate aos acidentes de trabalho, que só aumentam. “Isso sim, é um problema social e deveria estar preocupando o governo. Nós, Auditores-Fiscais do Trabalho, sambemos muito bem que os acidentes de trabalho acontecem muitas vezes por falta de fiscalização. O País precisa de mais Auditores-Fiscais do Trabalho para assegurar a saúde e

segurança do trabalhador brasileiro, e para tanto é preciso a realização de um grande concurso público." 
 


Ela convidou os participantes do encontro a assistirem, na parte da tarde de hoje, à palestra sobre Saúde e Segurança no Trabalho, que será ministrada pelo Auditor-Fiscal do Trabalho Francisco Luís Lima, vice-presidente de Segurança e Saúde do Trabalho do Sinait , ao lado de perita do INSS.

 

Apoio parlamentar

Vários parlamentares passaram pelo evento, e em seus discursos todos apoiaram a aprovação das PECs 555/06 e 270/08. Além disso, criticaram o governo em favorecer os interesses de banqueiros com a criação de um fundo de previdência privada para o servidor público, como determina o PL 1992/07.

 

O Senador Paulo Paim (PT/RS), disse que os servidores sabem do seu compromisso com a paridade e integralidade para todos os aposentados e pensionistas. E que tanto parlamentares quanto governo sabem que a Previdência Social não é deficitária e sim avitária. “Se continuarmos assim, retirando dinheiro do trabalhador para favorecer os empregadores, teremos é uma crise social e não previdenciária, como alega o governo”.

 

Para o senador, somente a mobilização das categorias, como esta que está ocorrendo hoje em Brasília, é capaz de mudar alguma coisa. “Parabenizo esta ação que envolve servidores de todos os Estados. Isso mostra que vocês estão unidos, e é disso que esta Casa precisa. São mobilizações como esta,

que mantidas, farão esta Casa aprovar leis que favoreçam os interesses dos trabalhadores”.

 

Segundo ele, “antes eram 10 milhões de trabalhadores que ganhavam um salário mínimo. Agora já estamos próximo dos 20 milhões. Se não cuidarmos, todos vão acabar ganhando somente um salário mínimo”. E completou: “Temos que ter uma política permanente que garanta os interesses dos servidores e dos trabalhadores, do contrário no futuro todos terão que procurar um fundo de previdência privada”.



O ex-deputado Carlos Mota, autor da PEC 555, disse que o que se vê, ao longo dos anos neste país, são mudanças feitas para prejudicar os servidores brasileiros. Ele também reclamou da pouca participação dos novos servidores, “são poucos os engajados”, e sugeriu que os participantes deste encontro promovido pelo Mosap reúnam os demais colegas em seus Estados para mobilizar toda a categoria.



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