Governo adia negociação salarial. Mobilização conjunta continua


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
30/08/2011



O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) anunciou aos representantes sindicais das carreiras de Auditoria-Fiscal do Trabalho e da Auditoria-Fiscal da Receita Federal do Brasil que o Governo Federal não terá condições orçamentárias para conceder reajuste salarial e só pretende reabrir a negociação em 2013. O anúncio foi feito pelo secretário de Recursos Humanos, Duvanier Paiva, nesta terça-feira, 30, durante reunião com as entidades.

 

Os dirigentes do Sinait, Sindifisco Nacional e Anfip manifestaram insatisfação por terem esperado quatro meses para receber uma resposta negativa sobre a possibilidade de abertura de negociação ainda em 2011.

 

As reuniões do Governo com a Frente da Campanha Salarial Conjunta começaram em abril. Ao longo desses meses, foram realizadas sete reuniões. As entidades chegaram a apresentar uma proposta de reajuste de 26%, mas o MP não apresentou nenhuma contraproposta para iniciar negociações.

 

Diante dos questionamentos das entidades, Duvanier manteve a posição de que o Governo não poderá dar reajustes em razão da imprevisibilidade da crise financeira internacional e disse que  “após identificarmos as prioridades só poderemos reinaugurar o processo de negociação com vocês em 2013”.

 

O secretário afirmou que o Governo Dilma pretende enfrentar a crise com os mesmos instrumentos do Governo Lula, apesar da situação econômica do país ser melhor do que na crise de 2008/2009.

 

Os dirigentes apontaram que, apesar das conseqüências da crise nos Estados Unidos e na Zona do Euro, o Brasil vive um momento econômico favorável; que o Governo anunciou o aumento do superávit primário e medidas para fortalecer o setor produtivo, além da arrecadação só aumentar. “Então, como não tem dinheiro para reajuste dos servidores públicos?”, questionaram.

 

Os membros das entidades cobraram uma posição mais clara do governo em relação à valorização das carreiras. Segundo os representantes, os Auditores-Fiscais do Trabalho e da Receita fazem o país funcionar e, ao invés de serem tratados com prioridade, recebem como resposta 0% de aumento por dois anos seguidos.

 

Duvanier negou que o Governo tenha adotado algum tipo de arrocho salarial para o serviço público e justificou que as carreiras do Fisco já passaram por reestruturação, diferentemente de outras carreiras.

 Por conta de um chamado imediato da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, Duvanier interrompeu a reunião e deixou um novo encontro marcado com as entidades para esta quinta-feira, 01, ainda sem horário definido.  

 

Diante do posicionamento do governo, as entidades irão traçar novos encaminhamentos às suas respectivas categorias.

 

Além da Presidente do Sinait, Rosângela Rassy, participaram da reunião os Vice-Presidentes Carlos Alberto Teixeira Nunes e Marco Aurélio Gonsalves. 

A Diretoria do Sinait encontra-se reunida em Brasília analisando os desdobramentos da Campanha Salarial.

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