Campanha Salarial - Sinait convoca filiados para Assembleia Geral Extraordinária


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
11/08/2011



O SINAIT convoca todos os seus filiados para participarem, no próximo dia 18 de agosto, às 9 horas, de Assembleia Geral Extraordinária, em caráter de urgência. Os Auditores Fiscais do Trabalho de todo o país irão discutir a atual situação da Campanha Salarial, seus possíveis desdobramentos e assuntos gerais ligados à carreira.

 

A Assembleia será realizada nas Delegacias Sindicais do Sinait ou em local indicado pelo Delegado Sindical. O Edital de Convocação da AGE do Sindicato se encontra na área restrita do site, no item “Informes”.



As demais entidades que integram a Frente da Campanha Salarial Conjunta (Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional) Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) e Fenadepol (Federação Nacional dos Delegados da Polícia Federal) também promoverão Assembleias nas suas bases, no próximo dia 18, para discutir estratégias, inclusive com a possibilidade de paralisação.

 

A indefinição quanto a uma proposta por parte do governo e a falta de respostas para os itens da pauta de reivindicações apresentada em maio deste ano deixou as carreiras em situação de alerta. As reuniões com o Ministério do Planejamento vêm sendo adiadas com a justificativa de que o governo precisa de mais tempo para chegar a uma conclusão sobre os pedidos do funcionalismo.  Ao mesmo tempo, o governo divulga que reajustes salariais estão descartados em razão das precauções contra a crise econômica mundial que vem se agravando. O prazo para definição dos índices de reajuste para 2012 está se esgotando, pois o projeto de Lei Orçamentária Anual deve ser enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto e nela deve constar esta previsão. 

 

A seguir matérias sobre a Campanha Salarial do fórum dos servidores públicos federais integrado por 32 entidades representativas de carreiras do serviço público federal do qual o Sinait também faz parte. Esse grupo de entidades realiza campanha salarial paralela à da Frente.



11-8-2011 – Correio Braziliense

Servidor promete radicalizar

 

Funcionários públicos vão às ruas contra a decisão do Ministério da Fazenda


 

O anúncio do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que aumentos salariais para o funcionalismo estão descartados por causa da crise financeira nos Estados Unidos e na Europa revoltou os servidores públicos. Inconformados com a inclusão da folha de pessoal na estratégia do governo para manter as despesas sob controle e enfrentar as turbulências externas, funcionários dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário prometeram radicalizar caso a administração pública não atenda às reivindicações de reajuste salarial. O primeiro sinal foi dado ontem. Com faixas, apitos e vuvuzelas, ao menos 2,5 mil trabalhadores fizeram manifestações, ao longo de todo o dia, na Esplanada dos Ministérios.



Apesar do barulho, de concreto eles conquistaram bem pouco. Pela manhã, os servidores técnico-administrativos das universidades federais, que estão acampados na Esplanada desde terça-feira, foram recebidos pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Eles pediram a intervenção do ministro para que sejam reabertas as negociações com o governo federal. Desde que a greve começou, em 6 de junho, o Ministério do Planejamento se recusa a discutir a pauta da categoria sob o argumento de que os trabalhadores iniciaram o movimento sem esgotar as possibilidades de acordo. “O governo diz estar tão preocupado com o deficit em tecnologia, mas não investe em educação. As universidades são responsáveis por 90% das pesquisas do país. Amanhã (hoje), vamos ficar de plantão na porta do Planejamento para conseguir uma reunião”, afirmou Bernadete Menezes, uma das coordenadoras do acampamento na Esplanada.



Já no período da tarde, cerca de 1,1 mil servidores das universidades federais fizeram uma passeata por toda a Esplanada dos Ministérios e, ao chegar ao Palácio do Planalto, se encontraram com outros 500 bombeiros e policiais que também protestavam. Os pedidos são comuns. Além de aumentos salariais, os trabalhadores querem melhores condições de trabalho e reestruturações na carreira. “Há insensibilidade do governo Dilma Rousseff em relação à nossa demanda. Sabemos que existem recursos. Como é que o país tem dinheiro para oferecer isenção fiscal para a indústria de automóveis, mas não tem para os trabalhadores?”, questionou Harrua Leal Ayres, vice-presidente da Associação SOS Bombeiros.



Antes dos protestos na Esplanada, líderes do movimento em defesa da PEC 300, que estabelece um piso único para policiais militares e bombeiros em todo o Brasil, se reuniram com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para defender a criação de um fundo constitucional com recursos federais para custear os reajustes nos salários. A resposta, porém, não foi animadora. Após o encontro, Maia reclamou da pressão que os militares estão fazendo. Decidido a não colocar a matéria em pauta, o petista disse que a proposta “não vai ser aprovada na marra” e que o sistema legislativo não funciona de acordo com as pressões exercidas pelas categorias.



Para o presidente da Câmara, não adianta os servidores fazerem acampamentos ou manifestações, já que o momento econômico mundial não permite ao Brasil aprovar propostas que aumentem as despesas e onerem as contas públicas. O enterro da PEC 300 foi anunciado ontem por Maia durante reunião com o presidente da Comissão de Segurança Pública, deputado Mendonça Prado (DEM-SE). O assunto foi tratado também na reunião da coordenação política na manhã de ontem com a presidente Dilma Rousseff, na qual Guido Mantega repetiu aos líderes da base aliada o discurso de que o momento não é apropriado para aumentar as despesas e que a proposta é considerada “um risco” para as estratégias anticrise do governo.



Paralisação de um dia


Na esteira dos protestos dos trabalhadores contra a estratégia de contenção de gastos do governo, a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) avisou que não vai deixar barato. Na terça-feira, a categoria saiu mais uma vez de mãos vazias de uma reunião no Ministério do Planejamento. Os servidores aguardam uma proposta referente à extensão da tabela salarial da Lei n.º 12.277/2010, que concedeu aumento de até 78% a cinco cargos de nível superior. “Vamos fazer uma paralisação nacional dia 15. Também vamos ter uma plenária dia 22 e um dos temas será um possível calendário de greve”, disse o secretário-geral da Condsef, Josemilton Costa.



Vigília por salários

Os servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União fizeram uma vigília ontem à noite em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para defender a aprovação dos projetos de lei n.º 6.613/09 e n.º 6.697/09, que revisam os seus planos de cargos e salários. As propostas já foram aprovadas na Comissão de Trabalho e Serviço Público da Câmara e, agora, estão paradas na Comissão de Finanças, aguardando o fechamento de um acordo orçamentário para serem votadas. Os servidores do Judiciário e do MPU estão mobilizados desde 2009 pela reestruturação de suas carreiras. “Queremos um reajuste de até 50% nos salários. A ideia é recompor as perdas acumuladas nos últimos três anos. Com esse discurso do governo de que não tem dinheiro, vamos intensificar o nosso movimento”, disse Ramiro López, coordenador da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do MPU (Fenajufe).



 


Ed Alves/Esp. CB/D.A Press



Insatisfeitos com a inclusão da folha de pessoal na estratégia do governo para manter as despesas sob controle e enfrentar as turbulências externas, os servidores públicos deram o primeiro sinal nesta quarta-feira (10/8) de que vão radicalizar caso o governo não atenda às reivindicações de reajustes salariais.



Com faixas, apitos e vuvuzelas, ao menos 2,5 mil trabalhadores fizeram manifestações ao longo de todo o dia na Esplanada dos Ministérios. À tarde, 1,1 mil servidores técnico-administrativos das universidades federais fizeram uma caminhada pela Esplanada e, ao chegar ao Palácio do Planalto, encontraram outros 500 policiais e bombeiros que também faziam protestos. Os pedidos são comuns. Além de aumentos salariais, os trabalhadores querem melhores condições de trabalho e reestruturações na carreira.





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