Pecuarista é denunciado no Acre por praticar trabalho escravo


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
11/08/2011



Um pecuarista e o administrador da fazenda foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por prática de trabalho escravo no Acre. A denúncia foi apresentada pelo procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes. O crime ocorreu entre anos de 2009 e 2010.


Os trabalhadores submetidos a condições degradantes que foram resgatados por Auditores-Fiscais do Trabalho estavam em alojamentos sem estrutura, higiene e água potável. Não havia local adequado para alimentação e asseio pessoal.

 

Se forem condenados, os acusados poderão pegar oito anos de prisão. O trabalho escravo é considerado crime e está previsto no artigo 149 do Código Penal.

 

Mais informações na matéria do jornal “O Rio Branco”.

 

08/08/2011

O Rio Branco (AC)

 

MPF/AC denuncia mais um pecuarista por prática de trabalho escravo

 

Trabalhadores eram submetidos a condições degradantes e jornada exaustiva de trabalho

 

O Ministério Público Federal ofereceu denúncia por prática de trabalho escravo contra Roque Reis Barreiros Júnior, proprietário da Fazenda Harmonia, localizada no município de Porto Acre/AC, e Francisco da Silva Flores, administrador da fazenda.

 

Segundo a denúncia apresentada pelo procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, no período compreendido entre 3 de julho de 2009 e 18 de fevereiro de 2010 o pecuarista e o administrador da fazenda teriam submetido oito trabalhadores a condições de trabalho degradante, análoga à escravidão, sujeitando-os à jornada exaustiva.

 

As vítimas teriam sido contratadas para trabalhar com a aplicação de veneno e manutenção de cercas na propriedade rural, mas chegando ao local, verificaram que as condições de trabalho e de vida eram diferentes das prometidas, uma vez que não lhes foi providenciado sequer local adequado para moradia.

 

O processo também demonstra que os denunciados não forneciam água potável aos trabalhadores da fazenda e a água utilizada para o preparo das refeições e para o asseio pessoal dos trabalhadores era proveniente de uma poça insalubre que ficava nas proximidades do alojamento e do local onde eram realizadas as necessidades fisiológicas.

 

De acordo com a denúncia, os trabalhadores só foram retirados da situação análoga a de escravos quando adentrou na fazenda o Grupo de Fiscalização Móvel, composto por servidores do Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho e Emprego.

 

Se forem julgados culpados, o pecuarista e o administrador da fazenda poderão cumprir pena de até 8 anos de reclusão.

Categorias


Versão para impressão




Assine nossa lista de transmissão para receber notícias de interesse da categoria.