PL proíbe terceirização no setor elétrico


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
09/08/2011



Uma proposta que veda a contratação de terceirizados em todo o processo produtivo da produção à comercialização de energia será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público; de Constituição, Justiça e Cidadania, da Câmara. Trata-se do Projeto de Lei 599/11, do deputado Gilmar Machado (PT-MG).

O projeto prevê multas para quem descumprir as regras e pagamento em dobro, dessas multas, em se tratando de reincidência até que a situação do trabalhador seja regularizada nas atividades-fim da empresa.

A experiência da auditoria fiscal do trabalho tem mostrado que o trabalho terceirizado precariza as relações trabalhistas. Muitos empregados admitidos por meio desta modalidade vêem seus direitos subtraídos, principalmente quando as empresas para as quais prestam serviço são subcontratadas de outras empresas que prestam serviço para um terceiro empresário. Este tipo de contratação de Recursos Humanos vem sendo muito utilizado na construção civil, onde o contratante direto quer se eximir das responsabilidades, sendo necessário a fiscalização trabalhista entrar em cena para dirimir as dúvidas, multar e defender os direitos dos empregados.

O tema “terceirização” será objeto de debate no painel “Atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho na defesa do trabalho decente", do 29º Enafit. O painel está programado para o dia 14/9, às 14 horas e, além da terceirização, serão discutidos o trabalho infantil, trabalho escravo e as ameaças que as atividades desenvolvidas pelos Auditores-Fiscais do Trabalho vêm sofrendo na busca da defesa de um trabalho decente.

A programação técnica do Enafit já está disponível no site do Sinait, no banner alusivo ao 29º Enafit (lado direito da tela).

Mais detalhes sobre a proposta na matéria abaixo.

Agência Câmara - 05/08/2011

Proposta proíbe terceirização no setor elétrico

A Câmara analisa o Projeto de Lei 599/11, do deputado Gilmar Machado (PT-MG), que proíbe a terceirização na prestação de serviços das empresas concessionárias de energia elétrica. A proposta veda a contratação de terceirizados em todo o processo produtivo – da produção à comercialização de energia.

O descumprimento da medida sujeitará os infratores à multa equivalente a 1% da média de seu faturamento no trimestre anterior ao da constatação da infração. Em caso de reincidência, a multa será cobrada em dobro, até a regularização da situação funcional dos trabalhadores nas atividades-fim da empresa.

Segurança

De acordo com Gilmar Machado, são precárias a qualidade dos serviços e a segurança dos trabalhadores. Só na Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), relata, foram registradas oito mortes de trabalhadores terceirizados em 2010.

"A terceirização não pode acontecer na atividade-fim da empresa. Infelizmente, algumas das pessoas que sobem nas torres de alta tensão, que trabalham em postes, têm morrido em razão das condições precárias de trabalho. Onde o serviço não foi terceirizado, em Minas Gerais, quase não há acidente. Mais de 90% dos casos acontecem nas áreas terceirizadas", afirma Gilmar Machado.

Tramitação

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

PL-599/2011

Da Redação/NN

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