O Ministério Público Federal em Santa Catarina entrou com ação penal contra dois proprietários que foram flagrados explorando crianças e adolescentes em plantação de fumo. A ação é decorrente de constatação de fiscalização realizada por Auditores-Fiscais do Trabalho no Estado que concluiu que os menores estavam submetidos a condições degradantes de trabalho, análogas à de escravos.
As crianças e adolescentes, entre 11 e 15 anos, trabalhavam até 12 horas por dia, sujeitos a todo tipo de intempéries e expostos à ação nociva de agrotóxicos. A ação foi noticiada pelo Sinait e pela Ong Repórter Brasil veja matéria aqui.
Mais informações na matéria abaixo:
13-7-2011 - MPF
MPF/SC denuncia trabalho escravo infantil no norte do estado
Dois proprietários rurais foram denunciados
O Ministério Público Federal em Santa Catarina (MPF/SC) propôs ação penal contra dois proprietários rurais de Rio Negrinho por reduzirem à condição análoga à de escravo dez crianças entre 11 e 15 anos, mediante submissão a condições degradantes de trabalho. A ação foi ajuizada pela Procuradoria da República no Município de Mafra.
Em fiscalização realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), constatou-se que menores trabalhavam na produção de fumo, com uso intenso de defensivos agrícolas e jornada de trabalho superior a 12 horas. Durante esse tempo, os menores estiveram sujeitos a condições degradantes de trabalho, tais como exposição, sem proteção adequada, à radiação solar, calor, umidade, chuva, frio e substâncias tóxicas. Não havia sinalização das áreas tratadas por agroquímicos, nem distribuição de equipamentos de proteção individual. Os acusados transportavam a água a ser consumida pelos empregados junto com caixas que continham agrotóxicos.
Caso os réus sejam condenados poderão pegar uma pena que varia de dois a oito anos de reclusão, além de multa.
Ação Penal nº 5000861-52.2011.4.04.7214