Na quarta reunião entre o governo e as entidades que integram a Frente da Campanha Salarial Conjunta, onde a expectativa era de que fosse discutida a reestruturação salarial das carreiras, não houve avanço nas negociações. A reunião foi realizada na noite desta terça-feira (12) com o secretário de Recursos Humanos, Duvanier Paiva e a diretora de Relações do Trabalho, Marcela Tapajós. A presidente do Sinait, Rosângela Rassy e os diretores Antônio Carlos Costa e Hugo Moreira representaram o Sindicato Nacional na reunião.
As entidades cobraram uma posição do governo e ressaltaram a proximidade do final do prazo para a inclusão de propostas de reajuste salarial na LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias, que deve ser votada pelo Congresso Nacional até o dia 31 de agosto.
Inicialmente a reunião foi coordenada por Marcela Tapajós, que tentou explicar que o governo está em "uma fase de amadurecimento do processo negocial", e continua analisando as várias propostas apresentadas pelas entidades.
Ao tomar parte da reunião, Duvanier Paiva informou que a discussão da pauta salarial estava condicionada a reunião que está marcada para a próxima sexta-feira, 15, com o Fórum geral dos servidores.
“O governo também está preocupado com o prazo para a aprovação da LDO e está tentando cumpri-lo. A partir da reunião de sexta, nós poderemos começar a discutir números”, frisou o secretário.
Os representantes sindicais ressaltaram que não é a primeira vez que o governo utiliza a estratégia de retardar o início das negociações, sob alegação de que existe uma negociação em curso com um Forum de carreiras e fizeram lembrar ao secretário e a diretora, que foi o próprio Duvanier, que na primeira reunião, em 18/05, ressaltou que iria analisar as propostas de cada grupo de categorias, em separado.
Para o secretário Duvanier, o movimento dos servidores é legítimo e livre pra apresentar pautas específicas, mas, segundo ele, a negociação precisa ser feita internamente com o governo. “Tenho que unir as reivindicações, acolher todas, quantificá-las e repassá-las ao governo, para que possa ser construída uma contraproposta”, disse Duvanier.
As entidades informaram que, diante do impasse nas negociações e da demora do governo em apresentar uma contraproposta, foi marcada uma Mobilização para o próximo dia 28. Em relação a isso, o secretário disse que pretende até lá ter uma proposta para um acordo. Foi entregue ao secretário documento assinado pelas entidades integrantes da Frente, em que comunicam oficialmente a realização da Mobilização Conjunta naquele dia. “O fato de termos uma união de entidades facilita para o governo”, ponderaram os sindicalistas.
Diante do impasse e do posicionamento da Frente em manter a data da Mobilização, em 28 de julho, Duvanier agendou uma próxima reunião para o dia 21/ 07, às 19 horas.