11-7-2011 – Sinait
Acontece de hoje, 11, a quarta-feira, 13 de julho, uma Oficina de Capacitação sobre trabalho escravo, em Cuiabá (MT), atividade desenvolvida dentro do Projeto de Qualificação – Ação Integrada, que já é uma ação do Acordo de Cooperação firmado entre o Sinait e a Organização Internacional do Trabalho, formalizado há poucos dias.
Durante os três dias de trabalho os participantes apresentarão a “complexidade da escravidão rural contemporânea no Brasil, com ênfase nas ações voltadas à sua erradicação. Serão apresentadas as ações empreendidas pelo Governo, pela sociedade civil e pelo setor privado, a saber: o trabalho desenvolvido pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), a "lista suja", a Pesquisa sobre a Cadeia produtiva do Trabalho Escravo e o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. Ao final, serão apresentados outros aspectos do trabalho escravo contemporâneo, especialmente relacionados a questões culturais, para além das motivações econômicas, que impulsionam a busca por trabalho em terras distantes e resultam em um ciclo de endividamento, ocasionando a reincidência do trabalhador em situações de trabalho análogas à escravidão e dificultando sua reinserção social e profissional.”
A Auditora-Fiscal do Trabalho Jacqueline Carrijo (GO), representando o Sinait, vai relatar a realidade do combate ao trabalho escravo, e a professora Patrícia Costa fará a contextualização histórica sobre o tema.
Confira a programação do evento:
PROGRAMAÇÃO
Primeiro dia – 11-7-2011:
– Apresentação da turma: nome e envolvimento com ações de combate ao trabalho escravo contemporâneo;
– Definição de Trabalho Escravo;
– Legislação pertinente: convenções internacionais e leis nacionais;
– Características do Trabalho Escravo: condições degradantes e o cerceamento da liberdade;
– Rotas da Escravidão no Brasil;
– Perfil da vítima;
– Determinantes do Trabalho Escravo Contemporâneo: causas econômicas, históricas, culturais e sociais;
– Respostas ao problema: ações do Governo (Grupo Especial de Fiscalização Móvel; O Pagamento de Indenizações trabalhistas e o Seguro-Desemprego aos trabalhadores resgatados).
Segundo dia – 12-7-2011:
– Respostas ao problema: ações do Governo (A ‘Lista Suja’);
– Respostas ao problema: ações da sociedade civil e do setor privado (A Pesquisa sobre a Cadeia Produtiva do Trabalho Escravo e o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo);
– Estratégias de Prevenção do Trabalho Escravo: Campanhas Publicitárias, ‘Escravo, nem Pensar!’, a iniciativa do Instituto Carvão Cidadão – ICC);
– Debate dirigido: A Ação Integrada e as outras estratégias de prevenção (semelhanças, diferenças, intercâmbio de experiências);
– Outros aspectos do Trabalho Escravo contemporâneo: a viagem como rito de passagem e o desenraizamento social.
Terceiro dia – 13-7-2011:
– A contextualização histórica da construção do projeto em Mato Grosso;
– As fases do desenvolvimento do projeto piloto até a presente data;
– Metodologia de abordagem e encaminhamento;
– A construção de parcerias;
– Plano de trabalho 2011/2012.
Bibliografia Base:
COSTA, Patricia Trindade Maranhão. Combatendo o Trabalho Escravo Contemporâneo: o exemplo do Brasil. International Labour Ofice; ILO Office in Brazil – Brasília: ILO, 2010.
COSTA, Patricia Trindade Maranhão. “A construção da masculinidade e a banalidade do mal: outros aspectos do trabalho escravo contemporâneo”. In: PISCITELLI, Adriana & VASCONCELOS, Márcia (orgs.) Cadernos Pagu – Trânsitos (31), 2008, pp. 173-198.
Textos de Apoio:
– Convenção 29 da OIT;
– Convenção 105 da OIT;
– Artigo 149 do Código Penal Brasileiro;
– Portaria 540/2004 do Ministério do Trabalho e Emprego;
– O Processo de Aliciamento.