MTE prepara proposta para incentivar a formalização de trabalhadores domésticos


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
11/07/2011



O ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi anunciou que a Pasta está estudando um projeto de incentivos a empregadores para que formalizem o contrato de trabalhadores domésticos. A ideia é criar algo parecido com o Simples Nacional, diminuindo os tributos pagos pelos empregadores. O universo a ser alcançado pode chegar a 6 milhões de trabalhadores, a grande maioria, de mulheres.

 

Segundo Lupi, o projeto é complexo e demanda muitos estudos e cálculos, e terá que ser discutido com os ministérios da Fazenda, Planejamento e Previdência sobre os impactos que poderá causar. Ele acredita, porém, que deverá contribuir para o aumento da arrecadação. A previsão é de que o projeto seja concluído em dois meses e enviado à presidente Dilma Rousseff.

 

Veja matéria da Folha de São Paulo:

 

8-7-2011 – Folha de São Paulo

Governo deve propor “Simples das Domésticas” em dois meses

Objetivo é diminuir os tributos pagos na contratação formal



Ana Carolina Oliveira - DE BRASÍLIA



O Ministério do Trabalho deve enviar em até 60 dias para a presidente Dilma Rousseff um projeto propondo simplificar e diminuir os tributos pagos na contratação de empregadas domésticas com registro em carteira.

De acordo com o ministro Carlos Lupi (Trabalho), o objetivo é incentivar a contratação dessa categoria profissional.

"A nossa ideia é criar um mecanismo que incentive a contratação. Na nossa opinião, para incentivar a contratação, você tem que ter motivação: mais baixos impostos e incentivos", afirmou o ministro.

O plano, que está em estudo, é semelhante ao Simples Nacional -regime tributário simplificado e destinado às micro e pequenas empresas. A ideia agora é adaptá-lo aos empregadores.

"É o Simples para doméstica. É um simples adaptado, porque é um empregador só. Não é igual [ao Simples Nacional] porque temos que medir e calcular os valores e limites. É nisso que estamos trabalhando", declarou.

Ele informou que, antes de enviar a proposta para a presidente Dilma, irá discutir o tema com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e da Previdência para calcular o real impacto que isso trará às contas públicas.

Lupi, entretanto, acredita que o projeto irá ajudar na arrecadação federal.

"Nós estamos trabalhando muito focados na medição disso. Qualquer resultado nessa área é lucro. Se conseguir formalizar e incentivar a partir de um universo de 6 milhões [de empregados domésticos] que estão faltando, qualquer que seja o valor aumenta a arrecadação", disse.

Essa proposta do governo vai ao encontro de uma convenção aprovada pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) no mês passado e que prevê dar aos trabalhadores domésticos os mesmos direitos básicos de outras categorias.

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