Durante negociação, Dilma Roussef, anunciou que vai priorizar a construção de um acordo para diminuir o elevado número de acidentes e doenças ocupacionais entre os trabalhadores
Governo e Centrais Sindicais caminham para acordo em relação ao reajuste do Imposto de Renda - IR. Na negociação tratada durante reunião, na sexta-feira 11, em Brasília, o governo sugeriu um percentual de 4,5% para a correção da tabela do IR neste ano em troca de uma política de correção para os próximos quatro anos.
Durante o encontro também foi definida a criação de uma mesa permanente de negociações entre governo e centrais sindicais, que se reunirá periodicamente. Serão discutidos temas do movimento sindical como a correção da tabela do IR, o fim do fator previdenciário, redução da jornada de trabalho, as terceirizações e o fim da contribuição sindical.
Na ocasião, a CUT cobrou ainda do governo empenho para a ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que coíbe a demissão imotivada, e para mobilizar a base no Congresso Nacional com o objetivo de aprovar a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário.
A presidenta, Dilma Roussef, também se comprometeu em priorizar a construção de um acordo para diminuir o elevado número de acidentes e doenças ocupacionais. Ela afirmou ainda que tratará como essencial o PL1.621/07, construído pela CUT e pelo deputado federal Vicentinho (PT/SP), responsável por regulamentar a terceirização e combater a precarização do trabalho, e atualmente parado na Casa Civil.
Mais informações sobre estes assuntos nas matérias do DIAP e da Agência Brasil.
Agência Brasil
Acordo do governo com centrais sindicais caminha para correção da tabela do IR em 4,5%
Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Na primeira reunião entre a presidenta Dilma Rousseff e dirigentes de centrais sindicais, ocorrida hoje (11), houve a sinalização para o fechamento de um acordo em torno do percentual de 4,5% para a correção da tabela do Imposto de Renda (IR) neste ano em troca de uma política de correção para os próximos anos.
De acordo com o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira, os sindicalistas apresentaram ao governo a proposta de definir uma política de reajuste, para os próximos quatro anos, que fique dentro do centro da meta da inflação. O centro da meta definido pelo Banco Central para 2011 é de 4,5%.
O percentual negociado é menor do que os 6,46% proposto pelas centrais sindicais, mas traz a vantagem de garantir a correção da tabela por um período de quatro anos.
“Fizemos um apelo para a presidenta que fizesse [a correção com] um número diferente dos 4,5% ou fizesse a correção pelos quatro anos de governo e ela disse que vai levar essa reivindicação em alta conta. Portanto, cremos que essa reivindicação foi atendida”, disse Paulo Pereira.
Na reunião, foi definido que será instalada uma mesa de negociações entre governo e centrais sindicais, que se reunirá periodicamente. Serão discutidos temas que estão na pauta das centrais sindicais como a correção da tabela do IR, o fim do fator previdenciário, as terceirizações e o fim da contribuição sindical. “Achamos muito positiva a instalação desse fórum permanente de discussão”, afirmou o presidente em exercício da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José Feijóo.
O tema da primeira reunião da mesa de negociações será a desindustrialização do país. A intenção é que participem os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
11-3-2011 - Diap
Governo e centrais caminham para acordo em relação ao reajuste do IR
Criação de mesa permanente de diálogo entre governo e trabalhadores para discutir bandeiras do movimento sindical, como redução da jornada de trabalho e o fim do fator previdenciário. Esta foi a primeira das reivindicações das centrais sindicais atendida pelo governo na reunião realizada nesta sexta-feira (11), no Palácio do Planalto, entre a presidente Dilma e dirigentes das seis centrais.
Essa foi a primeira reunião da presidente Dilma Rousseff com as centrais sindicais desde o início do seu governo.
Reajuste da tabela do IR
Outro tema da reunião entre a presidenta Dilma e dirigentes de centrais sindicais - CUT Força, UGT, CGTB, CTB e Nova Central - foi a sinalização para o fechamento de um acordo em torno do percentual de 4,5% para a correção da tabela do Imposto de Renda (IR) neste ano em troca de uma política de correção para os próximos anos.
De acordo com o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira, os sindicalistas apresentaram ao governo a proposta de definir uma política de reajuste, para os próximos quatro anos, que fique dentro do centro da meta da inflação. O centro da meta definido pelo Banco Central para 2011 é de 4,5%.
O percentual negociado é menor do que os 6,46% proposto pelas centrais sindicais, mas traz a vantagem de garantir a correção da tabela por um período de quatro anos.
"Fizemos um apelo para a presidenta que fizesse [a correção com] um número diferente dos 4,5% ou fizesse a correção pelos quatro anos de governo e ela disse que vai levar essa reivindicação em alta conta. Portanto, cremos que essa reivindicação foi atendida", disse Paulo Pereira.
Avaliação
Segundo Paulinho, a reunião foi positiva. "Ela teve a paciência de explicar a política do governo em todas as áreas e a questão da política econômica que nós tínhamos dúvida. Nós chegamos a dizer que disputaríamos a presidência porque imaginávamos que o mercado havia ganhado o governo. Ela até brincou dizendo que não foi ganha ainda não", afirmou o deputado.
Na reunião, foi definido que será instalada uma mesa de negociações entre governo e centrais sindicais, que se reunirá periodicamente. Serão discutidos temas que estão na pauta das centrais sindicais como a correção da tabela do IR, o fim do fator previdenciário, as terceirizações e o fim da contribuição sindical.
"Achamos muito positiva a instalação desse fórum permanente de discussão", afirmou o presidente em exercício da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José Feijóo.
O tema da primeira reunião da mesa de negociações será a desindustrialização do país. A intenção é que participem os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. (Com agências)