O delegado sindical de Goiás e presidente do Conselho de Delegados Sindicais do SINAIT, Anísio Barcelos, destacou a luta do Sindicato Nacional por justiça e para manter viva a memória dos mortos na Chacina de Unaí, durante o Seminário Regional da Pesquisa Memória dos Massacres no Campo (MG, BA e ES), ocorrido neste fim de semana em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Realizado pela Universidade de Brasília (UnB), em parceria com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), no Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (SINDIELETRO), o seminário teve como finalidade manter viva a memória de homens e mulheres que deram suas vidas na luta pela terra e pela dignidade.
“Por meio de uma Linha do Tempo, abordei o papel incisivo do SINAIT durante todo o processo da Chacina de Unaí. Relatei os atos do SINAIT, em todas as fases processuais, inclusive o suporte dado aos familiares dos colegas vitimados”, explica o dirigente sindical.
A Chacina de Unaí, ocorrida em 28 de janeiro de 2004, vitimou os Auditores-Fiscais do Trabalho Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e o motorista do Ministério do Trabalho e Emprego, Ailton Pereira de Oliveira.
Eles faziam uma operação de rotina na zona rural de Unaí (MG), embora houvesse muitas denúncias de exploração de trabalhadores na região. As investigações apontaram nove pessoas envolvidas como mandantes, intermediários e executores do crime. Todos foram julgados e condenados.
“Até hoje, 22 anos após o crime, o SINAIT luta para que todos os condenados cumpram suas penas. Para manter viva a memória dos nossos colegas e reafirmar nosso compromisso com a verdade, em defesa da vida, da justiça e da fiscalização do trabalho. É importante destacarmos o fato de o Nelson não ter se deixado intimidar pelas ameaças”, reforça Anísio Barcelos. Para o dirigente, a Chacina de Unaí fora um crime para intimidar a Auditoria Fiscal do Trabalho e atentou contra o Estado brasileiro.
Um dos espaços institucionais mais relevantes para manter viva a memória das vítimas e a história da categoria é a landing page dedicada ao caso. A página, no site do SINAIT, concentra, em um único ambiente digital, informações completas sobre o ocorrido.
Na landing page é possível encontrar o histórico do crime, a linha do tempo do processo judicial, usada por Anísio Barcelos em sua apresentação, com todas as decisões, e materiais produzidos pelo Sindicato sobre o caso, como vídeos e um podcast. O conteúdo atualizado constantemente permite acompanhar os desdobramentos do caso e preservar a memória dos quatro servidores assassinados no exercício da função.
Acesse https://unai.sinait.org.br/