Diretores do SINAIT e AFT de todo o país participam da II Conferência Nacional do Trabalho, em São Paulo

Evento reúne até quinta-feira (5), representantes das 27 unidades da Federação e consolida mais de 386 propostas para a construção de um plano nacional


Por: Lourdes Marinho
Edição: Andrea Bochi
05/03/2026



Diretores e delegados do SINAIT e Auditores-Fiscais do Trabalho de todo o país participam da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT), que está sendo realizada em São Paulo, no Centro de Convenções Anhembi, nos dias 3, 4 e 5 de março. O encontro visa estabelecer diretrizes para a promoção do trabalho decente no Brasil, fortalecendo o diálogo social e a construção coletiva de políticas públicas.

O encontro debate temas centrais como qualificação profissional, proteção social, inclusão produtiva, fortalecimento da negociação coletiva e a preparação do país para as transformações tecnológicas, digitais, ecológicas e demográficas que moldam o futuro do mundo do trabalho.

Entre os diretores que participam da Conferência estão Leonardo Decuzzi (ES), Valdiney Arruda (MT) e Lucas Reis (SC), além do presidente do Conselho de Delegados Sindicais do SINAIT e delegado de Goiás, Anísio Barcelos da Silva, entre outros. Também Auditores-Fiscais do Trabalho de várias partes do país.

Na noite de terça-feira (3), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, estiveram na sessão solene de abertura. 

Lula disse que o Brasil não entrará no rol dos países desenvolvidos se o trabalhador não entrar junto. “O trabalhador precisa melhorar de vida para o país melhorar de vida. Quanto mais o trabalhador ganhar, mais o patrão ganhará. Quanto menos o trabalhador ganha, mais o patrão perde. Porque o patrão precisa de mercado para vender os seus produtos”, ressaltou o presidente.

Disse ainda que seu governo está tentando construir um conjunto de propostas que interesse a empresários, a trabalhadores e ao país, para que as pessoas tenham mais tempo de estudar, descansar e ficar com a família.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou que nos últimos três anos o Brasil gerou um saldo positivo de 4.516.175 empregos formais. “Mais de 80% dessas vagas foram preenchidas por jovens, meninos e meninas com menos de 24 anos de idade”, pontuou.

Os números reforçam a importância da atuação dos Auditores-Fiscais do Trabalho para a valorização do emprego formal no país. Ao identificar vínculos irregulares e exigir o cumprimento da legislação trabalhista, os Auditores contribuem para ampliar a formalização dos trabalhadores e garantir direitos. A atuação também tem impacto na inserção de jovens no mercado de trabalho, especialmente por meio da fiscalização do cumprimento da cota de aprendizagem, que tem ampliado a contratação de jovens aprendizes, como mostram os dados, muitos acabam posteriormente absorvidos como empregados formais pelas próprias empresas. Além de fortalecer a proteção social, a fiscalização também contribui para condições mais justas de concorrência entre as empresas.

Marinho também falou sobre a plataforma QualificaPro, lançada pelo Governo do Brasil nesta terça-feira (3). A ferramenta reúne todos os cursos disponíveis nas redes públicas.

Empregos em janeiro

O Brasil criou 112.334 postos de trabalho com carteira assinada em janeiro, segundo dados do Novo Caged. Com isso, o país passou a ter mais de 48,5 milhões de vínculos formais ativos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3). 

No acumulado dos últimos 12 meses, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o saldo é de 1.228.483 novos empregos formais. Nesse período, o estoque total de vínculos cresceu 2,6%, passando de 47.349.496 para 48.577.979 trabalhadores formalizados.

Construção coletiva

Entre setembro e dezembro de 2025, foi realizado um amplo processo de participação social nas etapas estaduais e distrital da Conferência, com a mobilização das 27 unidades da Federação. O esforço conjunto resultou em mais de 386 propostas estaduais, que servem de base para a II Conferência Nacional do Trabalho.

As etapas estaduais reuniram mais de 2.800 delegados, representantes de trabalhadores, empregadores e governo, em um espaço democrático e paritário de debate. As contribuições refletem preocupações com a modernização das relações de trabalho sem perda de direitos, o enfrentamento da precarização, a promoção do trabalho decente e a ampliação de oportunidades diante das transformações tecnológicas.

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