Livro de Auditora-Fiscal do Trabalho expõe assédio como método de gestão em organizações públicas e privadas

O estudo examina o assédio sexual, moral, organizacional e institucional, em abordagem ampla e comparada, conectando neoliberalismo, narcisismo e culturas organizacionais tóxicas.


Por: Lourdes Marinho
Edição: Andrea Bochi
02/03/2026



Com informações da Editora Mizuno  

O que começou como investigação virou livro. “Anatomia do assédio: neoliberalismo, narcisismo, culturas organizacionais tóxicas e as formas de enfrentamento”, de Aline Toledo, é uma obra que revela como a violência psicológica se instala, se reproduz e se legitima nas estruturas contemporâneas de poder. Auditora-Fiscal do Trabalho com ampla experiência em fiscalizações e processos disciplinares, a autora apresenta uma abordagem interdisciplinar que articula Direito, Psicologia e Filosofia Política para expor os mecanismos que sustentam o assédio em organizações públicas e privadas.

Publicado pela Editora Mizuno, o livro analisa como o neoliberalismo e a cultura do narcisismo moldam subjetividades, fragilizam vínculos e naturalizam práticas abusivas sob o discurso da eficiência e da meritocracia.

Com base em sua experiência profissional, a autora demonstra como racionalidades econômicas e culturais hierarquizam indivíduos, silenciam vítimas e transformam a agressividade em falso critério de “eficiência”. A obra descreve a dinâmica do assédio — incluindo a atuação de lideranças narcisistas, a conivência de terceiros e os impactos subjetivos e organizacionais da violência psicológica.

“Ver este livro pronto é revisitar uma jornada iniciada nas fiscalizações como Auditora-Fiscal do Trabalho, aprofundada no mestrado na Universidade FUMEC e consolidada em pesquisa no Núcleo TADT da USP”, afirma a autora.

Para a Auditora-Fiscal, o assédio não é um desvio individual, mas uma engrenagem funcional da racionalidade neoliberal — um método de gestão baseado no medo e no narcisismo organizacional para garantir dominação e anular a alteridade. Nesse sentido, a obra se coloca como compromisso ético de nomear estruturas que adoecem o trabalho.

Ao oferecer fundamentos teóricos, análise comparada e reflexão crítica sobre o contexto brasileiro, a obra se consolida como referência para profissionais comprometidos com a dignidade humana no trabalho.

Na dimensão jurídica, apresenta panorama comparado do combate à violência laboral, incluindo modelos estadunidense e europeu e análise da Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho. No contexto brasileiro, aborda o assédio sob perspectivas penal, trabalhista e administrativa, além de discutir plataformização, pejotização e novas formas de subordinação.

“Mais do que um diagnóstico, o livro aponta a urgência de enfrentamento estrutural e de reconstrução ética das instituições com base na dignidade, igualdade, segurança e saúde no trabalho”, reforça a autora.

A pré-venda está aberta pela Editora Mizuno, com 20% de desconto. O envio começa em 20 de março.

 

Perguntas Frequentes (FAQs)

O livro aborda apenas o assédio moral?

Não. A obra examina o assédio sexual, moral, organizacional e institucional, com abordagem ampla e comparada.

Há análise de casos práticos?

Sim. A autora fundamenta a obra em sua experiência em fiscalizações e processos disciplinares, o que confere densidade prática à análise teórica.

O livro trata da Convenção 190 da OIT?

Sim. A Convenção 190 é analisada no contexto do Direito comparado e da proteção internacional contra a violência e o assédio no trabalho

A obra discute novas formas de trabalho, como plataformização?

Sim. O livro examina as novas formas de subordinação e as vulnerabilidades decorrentes da pejotização e da economia de plataformas.

O conteúdo inclui análise do setor público?

Sim. Há capítulo específico sobre o Estado como empregador e os impactos da racionalidade neoliberal nas instituições públicas.

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